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Senador Amir Lando: "O desemprego feriu de morte a cidadania, gerou o desespero e ensejou a violência"

"O desemprego atinge índices alarmantes, sem que o Estado detenha instrumentos capazes de estimular a geração de ocupações produtivas. Apenas na Grande São Paulo, são mais de 1,7 milhão os sequestrados em seu direito à cidadania plena. A concentração da propriedade rural é equivalente à da população nas cidades, tendo como resultante o vazio rural e o inchaço urbano. E, daí, a violência dos grandes centros e a falta de condições mínimas de sobrevivência de milhões de perambulantes", declarou o senador Amir Lando (PMDB/RO), em discurso proferido no Senado Federal, no último dia 27, localizando como único responsável pelo aumento da criminalidade o governo federal, através de sua política de desnacionalização da economia, quebradeira da indústria nacional e aumento do desemprego.

Segundo Lando, a política de FH quebrou o país, aplicando a política inversa à que gerou o crescimento do país durante décadas: "o Estado brasileiro perdeu a sua capacidade de reverter a curva ascendente do desemprego. Com um Estado atuante na atividade produtiva, o Brasil cresceu mais que a média mundial durante cinco décadas. Ao contrário, quando o Estado se retirou do cenário econômico, o País não correspondeu, em termos de crescimento de sua atividade produtiva, à entrada dos novos contingentes populacionais no mercado de trabalho. Sem crescer o necessário, o desemprego feriu de morte a cidadania, gerou o desespero e ensejou a violência".

"DESNACIONALIZAÇÃO ALARMANTE"

O senador criticou ainda a subserviência ao capital estrangeiro, que endividou o Brasil e acabou com o patrimônio nacional. "Com as privatizações nos moldes atuais, a economia brasileira atinge índices de desnacionalização alarmantes. As atividades mais estratégicas já se encontram ou estão a caminho de mãos multinacionais, longe dos interesses locais e que remetem, para fora, os lucros aqui gerados e importam, de lá, os empregos que nos faltam".

"O país tornou-se refém dos credores. E, apesar de já terem sido entregues a Companhia Vale do Rio Doce, parte substancial do sistema elétrico, o sistema de telecomunicações, os setores siderúrgico, petroquímico e de fertilizantes, contraditoriamente, a liberdade parece, cada vez mais, distante. É que ainda se exige igual entrega da Petrobrás, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, Furnas, Chesf, Tucuruí e o que ainda resta do sistema elétrico. Contraditoriamente, quanto mais se paga pelo resgate, maior o volume da dívida", denunciou Lando.

Redação

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