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Federação Democrática Internacional de Mulheres acusa em Nova Iorque a barbárie imperial

FDIM denuncia na ONU crimes da ‘globalização’

"A maior violência contra a Humanidade e, em especial, contra as mulheres são os bombardeios contra nações soberanas e os bloqueios. A maior causa da pobreza é a esterilização de US$ 97 trilhões na especulação enquanto um bilhão de pessoas não têm empregos", destacou a FDIM na sessão da ONU sobre a situação da mulher

A Federação Democrática Internacional de Mulheres, FDIM, participou da sessão especial da ONU, realizada de 5 a 9 de junho em Nova Iorque, quando foi analisada a situação das mulheres, passados cinco anos da Conferência Mundial da Mulher, que ocorreu em Pequim, em 1995.

A FDIM participou desta sessão especial da ONU sobre a mulher com objetivo também de preparar a Marcha Mundial das Mulheres contra a Pobreza e a Violência, iniciativa sua que reúne 3500 entidades femininas de 148 países. Nesta reunião da ONU, a FDIM fez contundentes denúncias sobre a situação da mulher em todo o mundo e promoveu debates e troca de experiências com entidades femininas de todos os continentes, presentes no evento.

A francesa Sylvie Jan, presidente da FDIM, enfatizou que "a Marcha é contra a pobreza porque é necessário apoiar o desenvolvimento econômico, estimular a produção porque é urgente dar um basta ao desemprego e à redução dos direitos sociais". Presente à reunião, Márcia Campos, presidente da Confederação das Mulheres do Brasil, CMB, e diretora da FDIM, afirmou que "a IV Conferência Mundial da Mulher realizada na China em 1995 foi a mais democrática e representativa da história da ONU e que, a China socialista, exatamente por não submeter-se ao FMI e ao Banco Mundial, é a economia que mais se desenvolve, gerando empregos e destacando-se pela melhoria das condições de vida de toda a população e, destacadamente, das mulheres".

O boletim conjunto da FDIM e CMB, em português e inglês, amplamente distribuído na reunião da ONU afirma que "a Marcha Mundial das Mulheres é contra a violência porque não há maior violência contra a Humanidade e, em especial contra as mulheres, do que os bombardeios - causando a morte de civis, crianças e idosos, como no momento continua acontecendo no Iraque - , bloqueios econômicos e ocupações de nações soberanas" que não se submetem aos caprichos da política imperial dos EUA. O documento enfatiza que "a Marcha é contra a pobreza porque a maior causa da miséria no mundo é a esterilização de US$ 97 trilhões na especulação financeira, sangrando os recursos da produção, que somam US$ 30 trilhões.

Essa brutal transferência de recursos para a mega especulação é a causa básica do desemprego em massa - no Brasil atinge 20%, o maior de sua história - impedindo 1 bilhão de pessoas de terem emprego em todo o mundo".

"A Marcha Mundial das Mulheres contra a Pobreza e a Violência foi aprovada no Congresso da FDIM em novembro de 1998, em Paris, como principal atividade para este ano de 2000, dando desdobramento à Conferência de Pequim", afirma o documento da FDIM. O encerramento ocorrerá no dia 17 de outubro, em frente à sede da ONU, dois dias depois de uma concentração em frente ao FMI e ao Banco Mundial, em Washington.

Redação

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