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Senadora Emília Fernandes saúda histórico encontro entre Norte e Sul A senadora Emilia Fernandes (PDT-RS) subiu à tribuna do Senado nesta quarta- feira (21) para saudar o encontro histórico entre os líderes da Coréia do Sul e da Coréia do Norte, Kim Dae Jung e Kim Zong Il, depois de meio século da separação da península coreana. O encontro que deu início às discussões sobre o processo de reunificação foi considerado pela parlamentar gaúcha um avanço que merece o apoio dos povos amantes da paz em todo mundo. Emilia anunciou que vai apresentar à Mesa do Senado moção de aplauso para o momento histórico e sugeriu que é chegado o momento de o governo brasileiro rever sua posição em relação à Coréia do Norte, estabelecendo relações em todos os níveis. "A ausência das relações diplomáticas entre o Brasil e a República Popular Democrática da Coréia é uma lacuna inexplicável de nossa política externa, que sempre foi marcada pelos princípios da independência e da auto-determinação dos povos", afirmou a senadora. "Cabe suprir esse anacronismo fortemente influenciado pelas potências que insistem em moldar nossa política externa". A senadora gaúcha recordou que esteve na Coréia do Norte em 1995, e teve a oportunidade de presenciar, nas ruas da moderna cidade de Pyongyang, imensos outdoors com a mesma palavra de ordem: a Coréia é uma só! Ela considerou extremamente positivo o início das conversações entre os dirigentes dos dois países. "Depois de três dias de conversações entre o Sul e o Norte, os dirigentes Kim Dae Jung e Kim Zong Il apresentaram e assinaram uma Declaração Conjunta, a partir do reconhecimento mútuo na necessidade do desenvolvimento das relações entre as Coréias e na realização de uma reunificação pacífica", disse. Ela registrou que os pontos acordados pelos dois líderes incluem acordo entre Sul e Norte para resolver a questão da reunificação de maneira independente, por meio de esforços conjuntos da população coreana. "O Sul e o Norte acordaram em resolver prontamente os temas humanitários, tais como as visitas das famílias separadas no Dia Nacional de Liberação, 15 de agosto, e a questão de prisioneiros comunistas no Sul", lembrou. A senadora assinalou a necessidade de se derrubar o maior símbolo da divisão nacional: o muro de 240 quilômetros de extensão, 10 metros de altura e 5 de altura, que corta a península coreana ao meio. Disse, ainda, que a Declaração Conjunta pode trazer o início da aproximação das famílias separadas há 50 anos, sete milhões de pessoas. Redação |
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