Kim Il Sung: uma
vida pela libertação da Humanidade
O
gigante que conduziu com genialidade e maestria o povo coreano em enormes façanhas
Kim Il Sung, cujo falecimento
completou seis anos no Sábado passado, ficará para sempre como uma das maiores figuras
da História da Humanidade. Seu monumento imperecível, ao qual dedicou cada instante de
sua vida desde os 13 anos de idade é a Coréia Socialista - seu impressionante
desenvolvimento econômico, seu avanço tecnológico, sua esplêndida cultura e,
sobretudo, sua independência, sua liberdade e seu bravo, culto, feliz e heróico povo.
A
HERANÇA PATERNA
Ele tinha
apenas 33 anos quando entrou, vitorioso, em Pyongyang, depois de derrotar as tropas
japonesas. Já era, então, um revolucionário completo.
Tinha nascido num país escravizado
e humilhado. O imperialismo japonês, com a colaboração de alguns traidores no governo
monárquico, havia destruído o Estado, anexado a Coréia, e instituído a mais impiedosa
dominação. Os coreanos foram proibidos até mesmo de ter nomes coreanos, eram obrigados
a trocá-los por nomes japoneses. Apesar disso, milhões não se submeteram. Preferiram
enfrentar a prisão, a tortura, a morte ou emigrar.
A família de Kim Il Sung era
composta de camponeses com uma indomável convicção patriótica, atirados à miséria
pela ocupação japonesa. Seu pai, graças à vontade e sacrifício dos seus, havia
conseguido estudar, tornando-se professor e depois médico da tradicional escola de
medicina coreana. Desde cedo, ele foi um dos líderes do movimento pela libertação da
Coréia.
Este pai notável, que preso diante
dos alunos e torturado durante um ano enfrentou os inimigos de seu povo com serena
altivez, saindo da prisão diretamente para continuar seu trabalho de unificar e dirigir a
resistência, teve sobre seu filho a influência mais profunda e benéfica que um pai pode
ter: o espírito independente, a coragem, a vontade férrea, a convicção de que não
importam as vicissitudes momentâneas da luta, apoiando-se no povo, a vitória está
garantida.
A CONSCIÊNCIA DOS HOMENS LIVRES
Desde o
primeiro momento, Kim Il Sung soube perceber que a chave para a vitória estava na
consciência dos homens. Não é outra coisa o que significa a idéia Zuche, formulada
pela primeira vez em 1930, em seu informe à Conferência de Kalun, quando tinha 18 anos.
Os imperialistas japoneses tentavam de todas as formas esmagar a Nação, quebrá-la. Para
libertar a Pátria, a consciência independente e livre de dominação era a exigência
decisiva. A segunda, era unir a todos os 20 milhões de coreanos na guerra de
libertação.
"Estabelecer o Zuche é
manter-se em atitude de dono da revolução e da construção de seu país. Isto significa
manter a posição independente de pensar com a própria cabeça, abandonando o espírito
de encostar-se nos outros, e desenvolver o espírito revolucionário de apoiar-se com
confiança em suas próprias forças para assim resolver sob responsabilidade própria
seus próprios problemas". Não é difícil perceber o conteúdo profundamente
revolucionário deste conceito. Ainda mais numa Nação subjugada durante décadas desde
fora. Mais ainda, para os que se intitulavam, falsamente, "comunistas", nas
gerações anteriores à de Kim Il Sung, a idéia de que o povo coreano era capaz de
levantar-se contra o invasor e derrotá-lo era completamente estranha. Eles se empenhavam
em sabotar, inclusive através de meios criminosos, o movimento de libertação. Quanto
aos imperialistas japoneses, essa questão não lhes dizia respeito.
Kim Il Sung disse, lembrando as
discussões em Kalun: "os companheiros colocaram muitos problemas: como considerar o
filho de um latifundiário que apoia a revolução? Como tratar a alguns capitalistas que
voltam as costas aos comunistas sem nenhum motivo, mas que deram muito dinheiro para a
causa da independência e prestaram enorme ajuda material ao exército independentista?
Era possível atrair para a revolução os prefeitos de aldeia que se davam bem tanto com
os japoneses quanto com os moradores? A tais perguntas respondi que se devia estimá-los
tendo em conta, principalmente, sua tendência ideológica"- ou seja, se eram
traidores da Pátria, entreguistas, renegados, ou se eram patriotas, nacionalistas e
homens do seu povo.
Em vários momentos os
independentistas abriram fogo contra os comunistas de Kim Il Sung. A ordem deste foi,
sempre, a de não responder na mesma moeda: nosso inimigo é o imperialismo japonês; no
momento em que revidássemos estaríamos fugindo do combate, do combate que era a causa do
povo e da Pátria, para nos enredarmos numa infindável luta entre nós, que só
beneficiaria o inimigo.
Para Kim Il Sung, o problema chave,
naquele período, era persuadir aos independentistas de que a única forma de vencer a
guerra de libertação era a unidade do conjunto das forças patrióticas. Nesta tarefa, a
decisiva para a formação da Frente Nacional, sentiu-se, como nunca antes, a firmeza e o
pulso do gigante que conduziu com genialidade e maestria o povo coreano em enormes
façanhas.
Depois do término da guerra
antijaponesa - que libertou um país esmagado, humilhado, pelo imperialismo sanguinário
-, de 1950 a 53, Kim Il Sung conduziu a derrota de milhões de soldados do imperialismo
norte-americano, acumpliciado com as tropas de países satélites. Os EUA promoveram quase
duas mil provocações armadas no paralelo 38, cujo motivo era forçar a Co-réia a
iniciar a guerra. Não conseguiram. Tiveram que tomar a iniciativa mas calcularam mal suas
possibilidades. Numa resposta fulminante, o Exército Popular da Coréia, sob comando do
grande líder político e militar, empurrou as hordas ianques até o extremo sul da
Península, quase caíram no mar. Foi só com seus covardes ataques e bombardeios à
população civil que os americanos conseguiram restabelecer a situação inicial e manter
sob controle a Coréia do Sul.
Em uma frase, poderia se dizer que a
contribuição de Kim Il Sung à Humanidade foi sublinhar, como ninguém antes dele, o
papel decisivo e imprescindível da consciência e da unidade na luta pela libertação do
jugo imperialista, contribuição que ele deu com seus escritos teóricos, desenvolvidos
depois por Kim Zong Il - seu filho e sucessor -, e com sua vida, de armas na mão contra
os ocupantes da sua Pátria, como governante, dirigente do Partido do Trabalho da Coréia
e grande líder da Revolução Coreana.
A
VITÓRIA
A partir da
situação catastrófica de destruição a que a agressão do imperialismo japonês e
depois a do norte-americano a levaram, a Coréia levantou-se. Derrotou os imperialistas
japoneses, derrotou os imperialistas ianques. Construiu uma poderosa e pujante economia,
acabou com a miséria, o analfabetismo, o desemprego. Tornou-se um país soberano,
independente e culto. Desenvolveu poderosamente a tecnologia e a ciência. Siderurgia,
máquinas-ferramentas, robótica, computadores, locomotivas, navios, veículos,
eletro-eletrónica, aviões, tecnologia nuclear para fins pacíficos, química e aços
finos, metalurgia não ferrosa, biotecnologia. Assim é a moderna economia norte-coreana.
Há cinco décadas a linha mestra
que vem sendo aplicada sob o comando de Kim Il Sung e, mais recentemente, de Kim Zong Il,
é a do desenvolvimento auto-sustentado, com domínio da técnica mais avançada, em
benefício de seu povo e integrado com a manutenção da indispensável capacidade de
defesa do país. Saiu de ser um país escravizado pela ocupação japonesa para se tornar
soberano, auto-suficiente e pujante.
Seria, evidentemente, impossível ao
povo coreano ter enfrentado os agres-sores, à custa da vida generosamente doada por
inúmeros de seus melhores filhos, sem que tivesse posto como principal a conquista da
independência ideológica. O amor pela Pátria, pelos seres humanos, é, ao mesmo tempo,
a fonte e o resultado dessa consciência.
Este é o legado de Kim Il Sung.
Como seus contemporâneos Lenin,
Stalin, Dimitrov, Ho Chi Minh e Mao Tsé-tung,, ele dedicou a vida à libertação da
Humanidade.
SUSANA
SANTOS |