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| Encontro histórico norte-sul reitera o legado do
Patriarca do renascimento da nação coreana
As decisões apontadas pelos líderes das Coréias do Norte e do Sul, Kim Zong Il e Kim Dae Jung, em Pyongyang, no histórico encontro em junho deeste ano foram fruto do esforço da Coréia Popular iniciadas pelo Patriarca do renascimento da nação coreana, Kim Il Sung, que legou ao povo coreano os princípios da reunificação - a grande unidade nacional, a reconciliação e a reunificação pacífica. Na reunião histórica, foi assinada uma declaração conjunta em que se determina o desenvolvimento da reunificação independente da Nação coreana, sem interferência estrangeira, e o reencontro das famílias separadas durante 50 anos, pondo fim, na prática, à lei de segurança do Estado vigente em Seul. Durante os três dias de atividades, de 13 a 15 de junho, os dois dirigentes discutiram sobre a presença militar norte-americana no lado sul da fronteira - onde existem mais de mil bombas atômicas, 37 mil soldados, aviões e blindados, constituindo uma forte ameaça para toda a região. A divisão do país e a derrubada de seu maior símbolo foram igualmente discutidas; há cinco décadas, o muro de 240 km, 10 m de largura e 5 m de altura, construído sob auspício dos EUA, divide o país ao meio, camuflado do lado sul por uma rampa no terreno e um gramado. O reencontro das famílias separadas foi outro ponto fundamental do debate. Desde o fim da guerra, telefonemas para os parentes que residem do lado norte, viagens e atos de defesa da reunificação, eram considerados crimes pela Lei de Segurança em vigor no sul. O tão sonhado reencontro já tem data e lugar marcados: 15 de agosto próximo, data em que se comemora a derrota e retirada das tropas japonesas do país. REENCONTRO DAS FAMÍLIAS Pondo em prática aceleradamente os compromissos assumidos no encontro de Pyongyang, as autoridades da Cruz Vermelha no Norte e no Sul assinaram um acordo que permitirá a reunificação de famílias separadas há meio século e o retorno de dezenas de prisioneiros políticos norte-coreanos, mantidos encarcerados no sul. Pelo acordo, uma delegação, formada por 100 sul-coreanos, viajará a Pyongyang, e um outro grupo de 100 norte-coreanos, visitará parentes no Sul. As visitas terão quatro dias de duração. Além dos familiares, cada delegação incluirá 30 autoridades e 20 jornalistas. Ambos os líderes demonstraram muita cordialidade e disposição de acelerar o processo de reunificação. No jantar de despedida, Kim Zong Il e Kim Dae Jung, acompanhados pelos principais dirigentes coreanos, cantaram de mãos dadas uma das mais populares canções nacionais, "Nosso desejo é a unificação". Eles também decidiram que norte e sul desfilarão juntos na abertura dos Jogos Olímpicos de Sidney, na Austrália. Também há grandes avanços no intercâmbio econômico: pela terceira vez desde 1998, o presidente de honra da Hyundai, segundo maior grupo privado sul-coreano, visitou o norte no início do mês. A Hyundai assinou com o governo acordos para a construção de um centro de alta tecnologia em informática. Redação |
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