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O infame contubérnio entre o "Estado de Minas" e a máfia dos caça-níqueis A reação do "Estado de Minas", baiúca paga pela quadrilha de Fernando Henrique para chicanear o governo do Minas, quando a administração mineira e o Ministério Público desceram o malho na máfia dos caça-níqueis já foi bastante peculiar - ainda que muito coerente com sua intimorata trajetória. Algo de muito podre pairava no ar, para não dizer que já estava em completo estado de decomposição, quando a baiúca armou um fuzuê tentando vender a versão da máfia contra o governo estadual. Agora, a entrevista "exclusiva" do "Estado de Minas" com o chefe da máfia da jogatina, Durval dos Santos, publicada na última segunda-feira, onde o meliante é tratado pelo jornal como o "principal empresário" do setor, e onde lhe é alugado um amplo espaço para deitar falação pela legalização dos seus edificantes negócios, expôs em público, explicitamente, o conúbio do pasquim com o desenvolvimentismo dos caça-níqueis. Em 13 de julho, o governo Itamar Franco, através da lotérica do Estado, havia baixado uma portaria proibindo o funcionamento dos caça-níqueis em todo o território mineiro. A Justiça e a Policia civil iniciaram, a partir de então, uma forte e decidida ação repressiva aos delinquentes, vadios e parasitas que viviam da extorsão dos níqueis do povo. Inconformada, a arapuca impressa anunciou com estardalhaço que tinha recebido "com total exclusividade" e das mãos do próprio criminoso-chefe, uma fita gravada com revelações "bombásticas" contra o governo do Estado e o Ministério Público. O governador, de pronto, exigiu explicações do jornal e mandou averiguar o assunto. O pasquim não conseguiu dar alguma explicação, o que confirmou que elas eram, realmente, inconfessáveis. Não disse quem eram as tais "pessoas de Itamar envolvidas", mas continuou caluniando o governo e a Justiça mineira. Prova, nada. Até aí nada de extraordinário, afinal é para isso mesmo - caluniar Itamar - que o "Estado de Minas" vem recebendo polpudas verbas da corte planaltina. Agora, com a entrevista da segunda-feira com o "empresário" da máfia, caiu a máscara. A baiúca, ao tentar envolver descabidamente o governo Itamar no assunto, isto é, ao tentar atirar a pecha de desonesto em quem combatia a máfia, expôs o seu pérfido objetivo: paralisar a repressão à atividade criminosa e deixar solto o espaço para ela, naturalmente por razões altruísticas e totalmente desinteressadas. Quem poderia acreditar que o "Estado de Minas" tenha recebido algum estipêndio para tão nobre campanha? Aguardam-se outras entrevistas de dinâmicos empresários no ramo do lenocínio, da pistolagem e, certamente, da prestação de serviços gerais no baixo meretrício. Para quem é patrocinado por alguns gigolôs - Fernando Henrique, Pimenta da Veiga e outros empreendedores - trata-se apenas de continuar no mesmo setor produtivo. SÉRGIO CRUZ |
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