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CDHU se especializou em assaltar mutirantes

O governador Mário Covas nomeou o seu caixa, Goro Hama, para comandar a CDHU e liderar um dos maiores esquemas de roubalheira que se tem notícia em algum órgão público. O PC de Covas, como é conhecido, já foi condenado mais de 160 vezes pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) por superfaturamento, licitações dirigidas, aditamentos criminosos e até falsificação de assinatura, além de responder a vários processos na Justiça, que já bloqueou seus bens por quatro vezes.

Nos projetos de mutirão, a função de Goro Hama era transformá-los em fachada para favorecer empresas ligadas ao tucanato e dispensar licitações. Dos 144 contratos firmados neste regime, num total de inicial de R$ 234,5 milhões, 23 já foram julgados irregulares, 15 aguardam recurso e o restante está sob avaliação.

O esquema funcionava da seguinte forma: a CDHU escolhia uma entidade para assinar o contrato; depois apresentava o projeto e uma lista com três empresas para fornecer o material e construir a obra, que deveria ser feita pelos mutirantes.

O mutirão é um sistema onde os futuros moradores constroem suas casas para baratear o custo. Mas no sistema de Covas, as entidades só entram com o nome, enquanto quem fornece os materiais e executa a obra são empresas escolhidas pelo tucanato.

Segundo levantamento feito pelo TCE, o custo final que é pago pelos mutuários ficou 66,26% mais caro. Agora a CDHU quer espoliar os moradores de mutirões, que foram construidos em outros governos, na tentativa de cobrar valores semelhantes aos seus "mutirões" que estão superfaturados.

Redação

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