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Aprovado nos testes, Fura-Fila começa a funcionar em dezembro

"Cumpro uma promessa importante de campanha, que é implantar o sistema de transporte sobre pneus com uma vantagem incomensurável em relação aos sistemas até então em uso na cidade de São Paulo", afirmou o prefeito Celso Pitta, ao participar no sábado do primeiro teste experimental do Sistema VLP - Veículo Leve sobre Pneus, conhecido como "fura-fila", cuja operação pré-comercial da primeira linha será iniciada em dezembro.

Essa linha do VLP terá 8,5 quilômetros de extensão, dotada de onze estações, operando entre o Parque Dom Pedro II (centro) e o bairro do Sacomã (Zona Sul) com capacidade para transportar 70 mil passageiros por dia.

"É bom frisar que esse sistema integra, complementa todo o sistema de transporte público da cidade de São Paulo. Não é um sistema concorrente ao metrô, muito menos em relação ao ônibus convencional. Ele é projetado para atender uma demanda de passageiros, com capacidade intermediária entre ônibus e metrô, que se fosse atendida pela rede convencional de ônibus acarretaria um custo operacional e uma baixa eficiência como acontece em vários setores da cidade. E se fosse atendida por um sistema de metrô, teria uma relação benefício/custo que não justificaria o investimento", assinalou Pitta.

Esse teste, realizado no trecho compreendido entre o Parque Dom Pedro II e a Praça Alberto Lion, serviu para que os técnicos da SPTrans avaliassem as condições operacionais do veículo, o sistema de guiagem, a canaleta segregada e as guias metálicas que integram esse revolucionário sistema de transporte coletivo.

A rede do VLP projetada para a cidade tem 125 quilômetros de extensão, onde irão operar 430 veículos transportando 1,6 milhão de passageiros por dia. Esse sistema estará integrado com as linhas de metrô, dos trens metropolitanos e dos corredores de ônibus municipais e intermunicipais. A rede conta com um anel com cerca de 10 km de raio, em torno da área central da cidade, criando uma nova configuração para o transporte urbano. Os veículos são biarticulados, equipados com ar-condicionado, bancos estofados e proteção contra o sol.

O custo total da implantação da infra-estrutura (vias e estações) da linha Sacomã - Parque Dom Pedro II é de R$ 146 milhões, dos quais cerca de R$ 70 milhões já foram disponibilizados pela prefeitura. "O sistema está aprovado não só na prática, nessa parte operacional, como também em toda a sua economicidade. Tanto que o BNDES já aprovou tecnicamente o financiamento para a implantação de mais linhas, só não libera o dinheiro por uma questão de ordem política", ressaltou Pitta, denunciando que o governo federal "resolveu que não ajuda a cidade de São Paulo" enquanto ele for prefeito.

WALTER FÉLIX

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