CARTAS
Jerusalém
dividida
Arafat foi ao Marrocos tratar com o
rei daquele país, Muhammad VI, e com diversas autoridades islâmicas, a não permissão
do mundo muçulmano ao domínio judaico sobre Jerusalém. Está aí o impasse. Judeus
querem que a cidade seja sua capital, a mesma pretenção palestina. O mais sensato seria
dividir a cidade ao meio para agradar as duas partes, sendo cada metade capital de um
país. Palestina e Israel teriam controle sobre o seu pedaço. Todavia o problema é que
Israel quer a cidade inteira, não admitindo a supremacia palestina no setor oriental,
onde se encontra maioria esmagadora de população árabe e diversas mesquitas, inclusive
a mais antiga delas, construída no local de onde o profeta Muhammad ascendeu aos céus,
que é a Mesquita de Al Aqsa.
Fernando
Al-Egypto - Rio de Janeiro (RJ)
Arafat: tudo ou
nada
O fracassado processo de paz entre
palestinos e sionistas ficou comprovado com a parcialidade de Clinton em favor dos judeus.
Arafat deve reunir seu povo e partir para o tudo ou nada.
Muffarraj
Filastin - Damasco (Síria)
O preço da
dignidade
O preço da dignidade, às
vezes, pode ser alto. Foi o preço que Brizola pagou por não se dobrar, não se vender,
não recuar um milímetro sequer em seu compromisso ideológico com o povo e com o Brasil
durante o processo eleitoral no Rio de Janeiro. Tenho orgulho do meu voto e do meu
candidato, que representam um sonoro NÃO! a essa situação de calamidade em que o Brasil
foi atirado pelos emplumados tucanos nos últimos anos. O Brasil e o Rio perderam as
eleições, mas venceu a dignidade. Valeu Brizola!
Jurandir Everton
de Castro - Rio de Janeiro (RJ)
Noivos do voto
Os noivos do voto, ansiosos pelo
conúbio com o poder, estão fazendo as mais absurdas demonstrações de imediatismo,
corporativismo e superficialismo. Mas, são brasileiros; e merecem, até prova em
contrário, nossa paciência. Envio algumas convicções e sugestões, apimentadas e
lancinantes, para exercício eleitoral da maioria destes candidatos; para uso amplo, geral
e ilimitado: em todas as repartições pública do país, vamos colocar placas de bronze
com as palavras consciência, honestidade e responsabilidade. Não se poderá começar
nenhuma reunião, em território nacional, sem antes ler e entender estas palavras;
entendemos, de forma definitiva, que cargo público não deve ser remunerado com salários
que afrontem os trabalhadores mais humildes da comunidade. Nós valemos tanto quanto eles;
não permitiremos que nenhum político tenha imunidade parlamentar. Na menor comprovação
de fraude ou crime, perde-se o mandato e os bens. E nunca mais poderá pensar em disputar
cargo público.
Renzo Sansoni -
Uberlândia (MG) |