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Prefeito Célio de Castro conclama BH: "Vamos derrotar o candidato de FH e da devastação social Condenando a política de submissão ao FMI, o prefeito frisou que "existem problemas em todas as cidades brasileiras, que são reflexos dessa política econômica do governo federal". "E não há como deixar de discutir isso com a população", sublinhou Célio, rumo a uma nova vitória Com uma campanha centrada na denúncia da política de submissão de Fernando Henrique ao FMI, o prefeito de Belo Horizonte, Célio de Castro (PSB), obteve 518.600 votos (43,54%), saindo na frente nas eleições da capital mineira. Segundo Célio de Castro, que concorre à reeleição pela coligação BH Participativa - que engloba nove partidos - a estratégia para o segundo turno vai ser mantida, pois o candidato do PSDB, João Leite, apesar de tentar se passar por "bom mocinho", "é o representante da devastação social provocada por Fernando Henrique, que atinge a todos os brasileiros". O prefeito de BH esclareceu que "o que é chamado de federalização da campanha é a constatação de que existem problemas em todas as cidades brasileiras que são reflexos da política econômica do governo federal. E não há como deixar de discutir isso com a população". "A população de Belo Horizonte por um número expressivo de votos legitimou nosso projeto político. Nossa administração foi julgada e nesse processo foi considerada por um número expressivo de eleitores como uma administração honrada, íntegra e realizadora", ressaltou Célio de Castro. O prefeito pretende também debater durante o segundo turno suas propostas para os próximos quatro anos, como a criação de um pólo avançado de tecnologia, a implantação de planos globais em 23 favelas, a recuperação do hipercentro da cidade, a instalação efetiva do metrô, a recuperação da Pampulha, o projeto de integração da Grande Belo Horizonte, entre outras. APOIOS O prefeito protocolou pedido de audiência no Palácio da Liberdade, onde buscará o apoio do governador à sua campanha. "Itamar tem historicamente se colocado ao lado da população brasileira, enquanto Fernando Henrique e seu partido, o PSDB, são os responsáveis pela devastação". Na avaliação de Itamar, "Belo Horizonte não pode cair novamente nas mãos daqueles que infelicitaram o Estado", em uma clara referência às desastrosas "administrações" tucanas de Eduardo Azeredo no governo de Minas e na Prefeitura de BH. Já o vice-governador Newton Cardoso fez uma síntese do resultado do primeiro turno: "as pessoas estão com nojo do PSDB por causa do desemprego em massa, das dificuldades e por Minas estar sendo perseguida". Adiantando sua posição no segundo turno, Newtão foi enfático: "o João Leite nem pensar". Batendo na mesma tecla, o deputado Márcio Cunha, um dos coordenadores da campanha da candidata Maria Elvira (PMDB) - que obteve 206.468 votos no primeiro turno (17,33%) -, sublinhou: "somos oposição ao governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, de quem João Leite é aliado". Redação |
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