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Bolivianos rechaçam construção de bases americanas no país

A Bolívia está conflagrada há mais de três semanas. Os camponeses do Trópico de Cochabamba - aproximadamente 35.000 famílias - rejeitam a construção de 3 bases militares na região do Trópico, em Chapare, cujo custo de 5 milhões de dólares é financiado pelos Estados Unidos, na sua política de intervenção descarada na América do Sul. A desculpa, já manjada, é o "combate ao narcotráfico".

Os protestos cresceram, engrossados pelas reivindicações salariais dos professores, o pedido de anulação definitiva do contrato com o Consórcio Águas del Tunari, que privatizou o fornecimento de água, saneamento das terras para camponeses pequenos e médios, revisão dos aumentos exagerados das tarifas de energia elétrica, consumo de água, esclarecimento de atos de corrupção, enfim, o país se levantou contra a política neoliberal imposta pelo FMI. Os enfrentamentos deixaram, até quarta-feira, dia 4, um saldo de 10 mortos e mais de 100 feridos.

Pela falta de resposta a estas exigências, os camponeses do Trópico e do resto do país, os professores, e milhares de estudantes, bloquearam as principais estradas do país e decidiram iniciar uma greve geral, que já se estendeu a 7 dos 9 departamentos do país.

O governo boliviano teve que recuar na instalação das bases americanas e, na medida em que as outras reivindicações não foram atendidas, o cerco à capital, La Paz, a ocupação às estradas e a greve se mantiveram. Seguindo o figurino aplicado na Colômbia e em outras regiões, as americanos querem controlar os plantios de folha de coca, propagandeando a "luta contra o narcotráfico". "Vai ter guerra civil neste país", disse Evo Morales, líder dos camponeses, denunciando que essa farsa de combate à droga, é imposta pelos Estados Unidos. Neste ano, os EUA já gastaram mais de 150 milhões de dólares em armas e equipamentos que, na verdade, são usados para intervir no país.

Redação

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