Provocação de
Sharon faz explodir mais revolta em Jerusalém Oriental
"Assassino,
fora daqui", era a palavra de ordem de centenas de palestinos condenando a
provocação do ex-primeiro-ministro israelense Ariel Sharon - líder do Partido Likud -
que esteve no centro velho de Jerusalém.
Sharon foi o mentor da ocupação do
Líbano, que durou 22 anos. Em 1983, ele teve que renunciar ao cargo por ser responsável
de ter acobertado o massacre de centenas de palestinos nos campos de refugiados de Sabra e
Shatila, na capital libanesa de Beirute.
A ida de Sharon causou indignação
na população palestina da região. Os manifestantes enfrentaram a polícia israelense -
que tentou impedir os protestos com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha - com
pedras.
O presidente da Autoridade Nacional
Palestina, Yasser Arafat, afirmou que a visita "foi muito perigosa" e conclamou
as nações árabes a proteger o local sagrado. Poucas horas antes, o primeiro-ministro
israelense Ehud Barak, admitiu que Jerusalém será a capital tanto de Israel como do
futuro Estado Palestino.
Redação |