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Não há paz possível sem devolução de Jerusalém Leste aos palestinos

Porcos insistem em amealhar cidade que é patrimônio de três crenças e dois povos

"Ainda não nasceu dirigente árabe capaz de abrir mão de Jerusalém": a frase, do líder palestino Yasser Arafat, às vésperas das inconclusas negociações de Camp David com Israel, expressa com precisão a irrealidade da pretensão sionista de uma "Jerusalém eterna e indivisível" e deles, só deles, capital de Israel.

Patrimônio de três crenças e de dois povos, não há como enfiar a histórica cidade na estreita camisa de força ostentada por gente do tipo de Sharon - cuja provocação, invadindo, junto com mil soldados o terceiro mais sagrado santuário do islamismo, desencadeou a atual onda de revolta. O exclusivismo sobre Jerusalém pretendido pelo governo de Israel - e ainda mais destrambelhadamente pelos sionistas mais tresloucados - está falido. Sem a devolução de Jerusalém oriental aos árabes, não há paz possível.

Aliás, essa provocação, e a emenda pior que o soneto, de Barak, mandando espancar e atirar em manifestantes palestinos demonstram que Israel não tem a menor condição de exercer tal controle sobre a Jerusalém dos cristãos, muçulmanos e judeus. A bem da verdade é bom lembrar que a recente aprovação, pelo congresso dos EUA, da mudança da embaixada ianque de Tel Aviv para Jerusalém, ajudou a inflar o desvario que ora explodiu em sangue.

Redação

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