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Palestinos de Israel se levantam contra discriminação e racismo

Os protestos se estenderam às cidades de Israel com grande população palestina, como Nazaré, Um Al-Fahem, Acre, Haifa Sakhni e Árabe. 20% da população de Israel é de origem árabe. Os manifestantes bloquearam estradas, fecharam escolas e paralisaram amplas áreas da Galiléia. Em Um Al-Fahem, a polícia disparou contra os manifestantes, usando munição real. Nos protestos, já morreram uma dezena de árabes de cidadania israelense.

"Nos últimos quatro anos, confiscaram nossas terras e demoliram nossas casas, que, alegaram, foram construídas sem alvarás. Mas não sabemos onde nos situamos sob a lei israelense. O estranho é que falamos hebraico melhor do que a maioria dos judeus", afirmou o jornalista Mohammed Ahmad Jabarin.

Os dez deputados árabes ameaçaram abandonar o bloco do governo caso o primeiro-ministro Barak não retire as forças policiais que estão atirando no povo, no norte de Israel. Também pediram a criação de uma comissão de investigação presidida por um juiz "para examinar a atitude da polícia e do exército". Além disso, pediram a libertação dos detidos durante os protestos.

Na foto, soldados israelenses disparam contra multidão que se manifestava em Um Al-Fahem, no norte de Israel. Também se registraram confrontos de árabes de cidadania israelense em Nazaré, Acre e Sakhni. No porto de Haifa, os palestinos-israelenses decretaram greve. Como afirmou o deputado árabe-israelense Ahmed Tibi: "é desumano pedir que fiquemos de fora enquanto assistimos soldados israelenses matarem crianças palestinas a sangue frio". 10 deputados ameaçam romper com Barak.

Redação

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