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Eduardo Gudin

Rica melodia e fina poesia do samba

O compositor, cantor e arranjador Eduardo Gudin, considerado um dos mais importantes representantes do samba de São Paulo, abre, no próximo sábado, o segundo bloco do projeto "A Fina Flor do Samba", no Teatro Denoy de Oliveira

Abrindo o segundo bloco do projeto "A Fina Flor do Samba", sucesso absoluto nos meses de agosto e setembro, o compositor e arranjador Eduardo Gudin, se apresenta neste sábado (7), no Teatro Denoy de Oliveira, onde interpretará músicas que fizeram a história de uma carreira consistente e vitoriosa.

Considerado um dos mais importantes representantes do samba paulista, Eduardo Gudin compôs, ao lado de nomes como Paulo César Pinheiro, Paulinho da Viola, Adoniran Barbosa, Hermínio Bello de Carvalho e Aldir Blanc, algumas pérolas da MPB, como "E lá se vão meus anéis", "Maior é Deus", "O velho ateu" e "Veneno", gravadas por intérpretes do calibre de Elizeth Cardoso, Gal Costa, MPB-4, Beth Carvalho e Vânia Bastos, entre outros.

"Minha música tem a ver com um tipo de Brasil que eu me relaciono mais, que é um Brasil mais melódico, dessa tradição forte de melodia, harmonia e ritmo, que vem desde Ary Barroso, Pixinguinha, Noel Rosa e Tom Jobim", diz.

Eduardo Gudin apareceu para o grande público estreando no programa "O Fino da Bossa", em 66, participando em 68 e 69 de festivais. Na década de 70, passou a trabalhar ao lado da cantora Márcia, gravando alguns discos e fazendo shows também com Paulo César Pinheiro. Gravaram em 75 e 76, "O importante é que a nossa emoção sobreviva", volume I e II. Em 96, os três subiram novamente ao palco com o show "Tudo o que mais nos uniu", gravando, novamente ao vivo, um outro CD que levou o mesmo nome.

Para este show, Gudin traz um repertório com algumas parcerias que marcaram sua carreira, como as com Paulo César Pinheiro, a exemplo de: "Veneno" (Mas o que me faz chorar/ É esse fel que você vive a destilar...), "E lá se vão meus anéis" (Lá se vão meus anéis diz o refrão/ mas meus dedos são dez, duas mãos...) e "Maior é Deus" (É, Maior é Deus/ pequeno sou eu/ O que eu tenho foi Deus quem me deu...); ou com Roberto Riberti "O velho ateu" (Um velho ateu/ um bêbado cantor, poeta...); ou com Costa Neto "Verde" (Quem pergunta por mim/ já deve saber/ Do riso no fim/ De tanto sofrer...), além de "Refém da Solidão", uma parceria de Baden Powell e Paulo César Pinheiro (Quem da solidão fez seu bem/ vai terminar seu refém...), entre outras.

"Nosso projeto é de um profundo respeito pela música popular brasileira. "A Fina Flor do Samba" foi sucesso no passado, e, o fato de termos começado, no dia 19 de agosto, com a Velha-Guarda do Samba Paulista, é a demonstração do nosso respeito e carinho com aqueles que fizeram, e ainda fazem, a história do samba, a história da música popular brasileira", enfatizou o cantor e ator Aldo Bueno que, durante todo o projeto divide o palco com os convidados.

Seguindo o "Fina Flor do Samba", as próximas atrações são: Almir Guineto (14/10), Carlinhos do Cavaco (21/10), Sílvio Modesto (28/10), Délcio Carvalho (4/11), Djalma Pires (11/11), Quinteto Em Branco e Preto (18/11), e, encerrando o bloco, Nelson Sargento (25/11).

O Teatro Denoy de Oliveira fica na Rua Rui Barbosa, 323, Bixiga - SP. Sábados, 22h30. Tel.: 251-3119. Entrada franca (os ingressos deverão ser retirados na bilheteria com uma hora de antecedência).

Redação

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