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Governo derruba a taxa básica de juros em 2,5% Redução foi bem recebida por trabalhadores e empresários para a retomada do crescimento; desde o início do governo a taxa caiu 4,5% Sinalizando a política
do governo Lula de baixar substancialmente as taxas de juros para viabilizar os
investimento na atividade produtiva, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco
Central reduziu a Selic (taxa básica de juros) em 2,5%, passando de 24,5% ao ano para
22%, sem viés. Anteriormente já havia reduzido 0,5% em junho e 1,5% em julho. Ou seja,
no acumulado do ano houve uma redução de 4,5%. A Selic é considerada
a taxa básica porque é usada em operações interbancárias, influenciando sobre
os juros de toda a economia. Assim, a sua redução incentiva a migração de
investimentos dos títulos públicos - cerca da metade dos títulos públicos são
indexados pela Selic - para os investimentos produtivos, a redução dos juros de
crediários, do cheque especial e para a Bolsa de Valores. Segundo o deputado
Virgílio Guimarães (PT-SP), relator da reforma tributária, o presidente Lula recebeu a
notícia da redução da Selic com aplauso, durante almoço em que se discutia a votação
da reforma na comissão especial da Câmara dos Deputados. Para o ministro da
Fazenda, Antonio Palocci, o Copom fez uma política monetária que se associou à
política fiscal do Ministério da Fazenda. O resultado agora aparece, a inflação está
progressivamente sendo eliminada da vida dos brasileiros, acrescentando ainda que
a boa política monetária é a que avalia a inflação, o desenvolvimento e a que
mede as taxas de juros a partir da eficácia do combate à inflação. A curva
descendente dos juros permite ao governo a retomada dos investimentos e do crescimento
econômico, avalia o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Guido Mantega. O Copom divulgou nota
à imprensa afirmando que dados divulgados desde a última reunião do Copom
confirmam os resultados positivos obtidos pela política monetária em fazer a inflação
convergir para a trajetória de metas. Diante desse quadro e dentro de uma estratégia
gradualista de flexibilização da política monetária, o Copom decidiu fixar, por
unanimidade, a taxa Selic em 22 por cento. A redução da Selic em
2,5% foi bem recebida tanto pelos empresários como pelos trabalhadores, que vislumbram a
retomada dos investimentos. Para o presidente da Confederação Nacional da Indústria
(CNI), Armando Monteiro Neto, a redução da taxa básica de juros veio ao encontro
do que o setor industrial vem defendendo e foi uma medida mais ousada, que
não coloca em risco o controle da inflação. É um sinal positivo para os agentes
econômicos e mostra que o governo está caminhando na direção de afrouxar a política
monetária, o que é bom para a produção e para a manutenção do emprego. Em nota oficial, a
Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) afirma que o corte
de dois pontos e meio da taxa Selic está pautado pela avaliação de que a pressão
inflacionária foi debelada. Assim, neste contexto, aumentou a probabilidade
de um cenário de início de recuperação do nível de atividade a partir do último
trimestre do ano, conforme antecipamos em junho. O sistema Firjan defende, contudo, que a
redução das taxas de juros seja complementada por uma agenda de estímulo ao
investimento, pré-requisito para um a trajetória de crescimento continuado. Bastante
acertada e veio em um bom momento, pois nós temos que levar em
consideração a dinâmica corrente e futura da economia e dos preços, avalia o
presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Horácio Lafer
Piva, que considera que uma expressiva redução dos juros vai incentivar os
investimentos: temos necessidade de uma economia mais vigorosa em 2004. Entre os sindicalistas
a redução da Selic foi bastante receptiva, uma vez que a política de juros implementada
em oito anos de desgoverno tucano, entre outras coisas, levou à quebradeira da
indústria, do comércio e da agricultura que provocou o desemprego em massa, já que os
juros escorchantes sufoca a atividade produtiva e joga lenha na fogueira da especulação,
enchendo as burras da agiotagem. O governo mostra que estamos clara e decisivamente
rumando ao crescimento econômico. Mostra, na prática, que caminha para redimir o Brasil
da política nefasta de Fernando Henrique, criando as condições para os investimentos na
produção e a geração de empregos, ressaltou o presidente da seção paulista da
Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB-SP), Paulo Teixeira Sabóia. Para o
presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho, finalmente o
Copom tomou uma decisão na medida certa, representando um esforço na política de
retomada do crescimento econômico: espera-se agora que essa redução chegue ao
consumidor por meio da redução de juros no crediário, do spread bancário. Depois de controlar a inflação e estabilizar o câmbio, o governo parte agora para a redução significativa das taxas de juros, um dos compromissos de campanha do presidente Lula, que contribuiu para a sua vitória. VALDO ALBUQUERQUE
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