logo.gif (2326 bytes)

 Ministro Celso Amorim rebate proposta dos EUA  e União Européia na OMC

O Brasil, junto com África do Sul, Argentina, Bolívia, Chile, China, Colômbia, Costa Rica, Equador, Filipinas, Guatemala, Índia, México, Paraguai, Peru, Tailândia e Venezuela, apresentou, no último dia 20, perante o Comitê de Negociações Comerciais da OMC, uma proposta para as negociações sobre agricultura da Rodada Doha.

A proposta brasileira é uma alternativa ao texto encaminhado pelos Estados Unidos e a União Européia que não agradou os países em desenvolvimento, produtores agrícolas.

“A proposta não agradou ao Brasil porque naquilo que ela é específica é negativa e naquilo que poderia ser positiva é vaga”, afirmou o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, acrescentando que se não houver progresso nas negociações sobre a agricultura, em Cancun (México), o Brasil poderá trancar a pauta do encontro. 

Em depoimento na Câmara dos Deputados, no último dia 14, Celso Amorim disse que o governo brasileiro não aceitará a proposta apresentada pelos Estados Unidos e a União Européia sobre as negociações agrícolas com países em desenvolvimento. Segundo Amorim, a decisão facilita o comércio para os produtores europeus e americanos e dificulta o acesso ao mercado dos países em desenvolvimento.

O comunicado conjunto divulgado pelos diplomatas dos EUA e da União Européia fala de um acordo para redução dos subsídios pagos aos seus fazendeiros e das taxas de importação que protegem seus agricultores, entretanto, não revela detalhes sobre números exatos ou prazos específicos. Ao contrário, o texto do acordo cria uma categoria entre os países em desenvolvimento que tenham grande superávit na balança comercial, ou seja, baixar o protecionismo só para os países que não ameaçam o mercado deles.

Em 2002, o Brasil teve um superávit de US$ 20,3 bilhões na balança comercial de agronegócio e para 2003 a previsão é de saldo positivo de US$ 24 bilhões. “Eles dão a entender que esses países perderão, na melhor das hipóteses, benefícios de apoio à agricultura que já são muito reduzidos”, afirmou Celso Amorim.

Redação

Voltar

Paginas: 1 2  3  4  5  6  7  8

 

|    Imprimir   |   Converse com Editor  |