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Informação divulgada com exclusividade pelo HP sobre o complô é comprovada Legistas
confirmam: Argaña já estava morto no atentado-farsa Como
a autópsia foi concluída às 12:15 h, Argaña foi morto, com certeza, entre 4 h e 6h e
jamais às 8:45h, horário do suposto atentado, concluíram Massini e Eduardo Reis Os legistas brasileiros
Nelson Massini e José Eduardo Reis, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro e do
Instituto Médico Legal de Brasília, respectivamente, após examinarem durante três
semanas duas dezenas de fotografias e um vídeo contendo a íntegra da autópsia do
vice-presidente do Paraguai, Luis María Argaña, concluíram, conforme matéria da
revista Istoé desta semana, que Argaña já estava morto quando houve o atentado-farsa
às 8h 45 do dia 23 de março de 1999, numa movimentada rua de Assunção, capital do
Paraguai. A conclusão dos legistas confirmou o que a HORA DO POVO tinha divulgado em
edição de 11 de janeiro de 2000. Para Massini e Reis,
é evidente que o tiro fatal foi o que transfixou o coração de Argaña. O
vice-presidente teve morte quase instantânea, entre três e cinco minutos depois de ter
recebido o tiro, mas o sangue já coagulado e a nítida rigidez cadavérica nos membros
superiores indicam que ele morreu em um período que pode variar de seis a oito horas
antes da realização do exame. E acrescentam: Como a autópsia foi concluída
às 12h 15, Argaña foi morto, com certeza, entre 4 h e 6h e jamais às 8h 45, horário do
suposto atentado. De fato, umas das
evidências que mais se destacam nas imagens que registram o resgate do corpo e a
autópsia do vice Argaña, é exatamente o rigor mortis na sua mão esquerda ao ser
transportado na maca, em fotos tiradas 15 minutos após os disparos no atentado-farsa. Os legistas brasileiros
confirmaram também, entre outros indícios de falsidade da versão oficial, a estranha
ocorrência de ferimentos de entrada de balas sem sangramento. Segundo Reis, os tiros
contra Argaña foram dados a curta distância e, em pelo menos três casos,
claramente não há infiltração hemorrágica nos feri-mentos de entrada dos
projéteis. Isso caracteriza que, quando foi produzido o ferimento, o corpo
já não tinha reações vitais, diz Massini. BALÍSTICA Segundo a necropsia, o
vice-presidente foi atingido por cinco tiros no lado direito do tórax e abdômen. No
entanto, a perícia realizada na parte do carro onde estava, só registra a entrada de
três projéteis. Para o legista paraguaio Ballasai, o fato de haver no corpo do
vice-presidente cinco balas e apenas três terem atravessado o carro não é problema
pertinente ao seu trabalho. Isso é com a balística, disse à revista
brasileira. Além disso, o banco
traseiro do carro, apesar do contato com os ferimentos do corpo de Argaña, não continha
manchas de sangue. A camisa branca que Argaña trajava, também não ficou suja de sangue
nos locais das entradas das cinco balas. Por outro lado, contrariando as leis da física,
o corpo do vice tombou para a direita, em sentido contrário ao dos projéteis que o
atingiram. Até mesmo a escolha do
local para a necropsia do vice-presidente foi feita de forma irregular e ilegal, num
hospital privado o Hospital Americano e realizada por um médico externo ao
referido hospital, o dr. Ballasai, e supervisionada pelo médico legista dr. José Maria
Llano que, em 18 de novembro de 1998, tinha sido destituído de suas funções pela
Superintendência da Corte Suprema de Justiça por irregularidade no exercício de
sua profissão de auxiliar da justiça. Além disso, os órgãos, a roupa e outros
elementos de fundamental importância para esclarecer o crime, foram entregues à família
do vice-presidente e não aos juízes responsáveis pelo caso. Os legistas também
verificaram indícios da farsa em relação às trajetórias das balas. Os tiros que
acertaram o corpo de Argaña, com exceção de um disparo que atingiu o braço direito, o
atingiram na região lombar. Descrevem trajetória de baixo para cima, da direita para a
esquerda. No carro, os três disparos feitos em direção ao corpo de Argaña atingiram o
vidro da porta traseira direita. Não há nenhum sinal de tiros na lataria da porta. Dessa
forma, para que a versão apresentada fosse possível, uma das hipóteses é a de que o
corpo de Argaña tivesse flutuado acima dos bancos, com a barriga voltada para cima. No dia do
atentado-farsa, todos os que chegaram ao local, inclusive o filho do dr. Argaña,
Nelson Argaña, não tiveram nenhuma preocupação em auxiliar os feridos - o motorista e
o segurança. Por quê ?, questiona matéria divulgada no site
www.oviedolinocesar.com, do general Oviedo, líder oposicionista contra o qual tudo foi
dirigido, desde o início para incriminá-lo. O assassinato do vice-presidente Argaña e a farsa do atentado ocorreu num momento em que o general Lino Oviedo vinha se reunindo com ele, buscando uma solução para a tensão política em que o país se encontrava. O juiz Jorge Bogarin conduziu o processo numa direção bem definida: a de incriminar o general Oviedo, para isso passando por cima de todas as evidências em sentido contrário. O atentado-farsa, além de permitir a impunidade para os que assassinaram Argaña com um tiro no coração, serviu de pretexto para o golpe de estado que derrubou o governo constitucional de Raúl Cubas, para a perseguição e exílio do general Oviedo. Em lugar do governo eleito pelos paraguaios, foi colocado o usurpador Macchi, elemento da súcia de Wasmosy, um dos presidentes mais corruptos da história do país, ambos às voltas com a justiça por abuso ao erário. Redação
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