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É necessário
que se compreenda de uma vez e para sempre que não se pode continuar condenando nossos
povos à pobreza e à marginalização para simular o cumprimento de uma dívida
impagável, afirmou o presidente argentino Néstor Kirchner ao recepcionar o
presidente venezuelano Hugo Chávez, no último dia 19. , em momentos em que o seu governo
travava uma dura negociação com o FMI. O presidente
Chávez, que um dia antes tinha pedido o fim do organismo dirigido pelos EUA, manifestou
seu pleno apoio: Temos sido saqueados por 500 anos e, se deixarmos, pretendem seguir
nos saqueando, frisou. O encontro dos dois
presidentes ocorreu num clima de amizade e reflexão sobre a grave situação em que os
países que foram submetidos à política neoliberal se encontram. O porta-voz da Casa
Rosada declarou que o termo impagável usado pelo presidente se referiu à
impossibilidade de pagar a dívida nas condições exigidas pelo FMI, sem uma prévia
reestruturação. Logo depois, o chefe de gabinete Alberto Fernández disse que
Argentina não vai chegar a nenhum acordo que postergue suas legítimas aspirações
de crescimento e de saída do processo recessivo que se viveu desde 1997 em diante.
O Fundo pressiona para aumentar para 4% o superávit fiscal para pagar a dívida externa.
Kirchner declarou que não aceitará essa extorsão. Em sua primeira visita
oficial à Argentina, Chávez falou do nacionalismo verdadeiro e autêntico
dos libertadores San Martín e Bolívar, depois recolhido por Juan Domingo Perón.
Ele disse que o século XXI nos encontrará unidos ou dominados. Aqui estamos,
entramos ao século XXI com modelos econômicos ainda colonialistas, com sociedades
divididas e fragmentadas, minorias privilegiadas e maiorias empobrecidas, expressou
Chávez, apontando que hoje se trata de retomar o sonho e o legado de San Martín,
Bolívar e Perón. Na América latina estamos no caminho da integração
libertadora. Kirchner e Chávez
assinaram seis convênios de cooperação nos setores de energia, agricultura,
alimentação, aeronáutica e medicina nuclear. Redação
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