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No último domingo, dia
17, soldados ianques metralharam e assassinaram o cinegrafista palestino Mazen Dana, da
agência Reuters, em Abu Graib, a oeste de Bagdá. Com autorização do comando ianque, o
jornalista fazia uma reportagem sobre o ataque da Resistência à prisão de Abu Graib,
ocorrido no dia anterior. Um comboio se aproximou, e o tanque que o encabeçava abriu fogo
contra Mazen, que além de estar com colete com a palavra Imprensa claramente
visível, estava próximo do veículo da Reuters, também identificado com os dizeres
Imprensa. Ele exercia seu
trabalho, com uma câmera de TV, que, como se sabe, é muito diferente de um
lança-granadas, cínica desculpa posteriormente apresentada pelo invasor; diga-se ainda,
que um soldado conhece bem um lança-granadas. Além disso, era de dia. O operador de som Nael
al-Shyoukhi, que estava com Mazen no local, relatou o crime que presenciou: após
filmarmos, entramos no carro e nos preparávamos para deixar o local quando um comboio
liderado por um tanque chegou e Mazen saiu para filmar. Eu o segui. Fomos claramente
notados. Um soldado atirou em nossa direção. Deitei-me no chão. Vi Mazen gritar,
tocando o peito. Fora atingido mortalmente. Na semana passada,
comissão de inquérito do Pentágono havia considerado que o assassinato de
dois jornalistas estrangeiros um espanhol e um ucraniano - no Hotel Palestina
durante a invasão de Bagdá fora plenamente justificado, e que seus soldados apenas
reagiram a ameaça. Também nesse crime, o tanque focalizou o alvo, e então
disparou. As tropas
norte-americanas mataram meu irmão a sangue-frio, afirmou Nazmi Dana, que
considerou que sua morte foi premeditada, devido ao trabalho de denúncia feito pelo
jornalista, hipótese que, segundo a Islam On Line, não é descartada por sua esposa. Ela
afirmou que era o último trabalho dele no Iraque, pois estava com data de viagem marcada. Palestino, ganhador do Prêmio Internacional de Liberdade de Expressão em 2001, por seu trabalho em Hebron (Cisjordânia), Mazen era conhecido por sua coragem e compromisso, tendo particularmente registrado os crimes da ocupação cometidos por Israel. Sua morte foi repelida pelo ministro da informação palestino e pelo sindicato dos jornalistas palestinos que publicaram declarações condenando o assassinato e exigindo que seja aberto inquérito deste crime para expor ao mundo inteiro os assassinos que têm sangue em suas mãos e submetê-los a julgamento. Na terça-feira, jornalistas palestinos realizaram uma grande manifestação em Al-Khalil, convocada pela Casa da Imprensa Palestina. Em Belém, jornalistas prestaram homenagem a Mazen denunciando, com cartazes e faixas, seu assassinato e a ocupação do Iraque. Redação
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