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 Sede do MEC no Rio de Janeiro pode se tornar Patrimônio da Humanidade 

Um prédio moderno como patrimônio da humanidade. Essa é a intenção do Instituto de Arquitetos do Brasil do Rio de Janeiro (IAB-RJ). Reunindo 2 mil assinaturas, o IAB-RJ encaminhou ao Ministério da Cultura um requerimento para que o Palácio Gustavo Capanema, sede do Ministério da Cultura no Rio, seja transformado pela Unesco em Patrimônio da Humanidade por sua arquitetura revolucionária.

Contando com nomes como Oscar Niemeyer, Affonso Eduardo Reidy, Carlos Leão, Ernani Vasconcelos e Jorge Machado Moreira para assinar o projeto arquitetônico, azulejos desenhados por Cândido Portinari e executados por Paulo Rossi Osir e jardins projetados por Burle Marx, o palácio foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) há 55 anos.

O Palácio Gustavo Capanema teve sua construção iniciada em maio de 1937. Inicialmente foi projetado para ser o edifício-sede do Ministério da Educação e Saúde Pública e revolucionou. Foi o primeiro projeto em grande escala a aplicar os cinco pontos da arquitetura postulados por Le Corbusier: planta livre, fachada livre, pilotis, teto-jardim e aberturas horizontais. Foi também o primeiro edifício desse porte a utilizar cortina de vidro e brises móveis, se tornando um ícone da arquitetura modernista brasileira e um dos principais representantes do modernismo no mundo. Segundo Carlos Fernando Andrade, presidente do IAB-RJ, “a arquitetura moderna do século XX começa ali”.

Niemeyer, na época, pediu ao presidente Getúlio Vargas para trazer Le Corbusier ao Rio. Durante quatro semanas, o arquiteto sueco foi consultor e conferencista da equipe brasileira.

O Brasil tem 17 itens listados, incluindo as cidades de Salvador, Olinda e Ouro Preto. Será a primeira candidatura isolada de um edifício brasileiro - apenas conjuntos arquitetônicos haviam tentado o título. O presidente do IAB, Carlos Fernando Andrade, acredita que o reconhecimento da construção será importante para a arquitetura brasileira e para a cidade do Rio. “O palácio se destaca porque é um marco na história da arquitetura mundial, uma aula de arquitetura modernista”, defende. Ele explica que a ousadia dos jovens arquitetos foi fundamental para que o palácio fosse erguido. O grupo tomou como base um croqui elaborado por Le Corbusier no início dos anos 30, mas deu à obra um toque “mais tropical”, segundo o presidente do IAB.

Redação

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