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Petrobrás processa empresa do vice de Bush por sabotagem 

O não cumprimento dos contratos para a entrega das plataformas P-43 e P-48 por parte da corporação de Cheney prejudicou os planos do país para atingir até o ano de 2005 a auto-suficiência na produção de petróleo

 A estatal Petrobrás entrou com pedido de processo de arbitragem internacional nos EUA contra a corporação ianque Halliburton pelo não cumprimento de prazos de entrega de plataformas de petróleo. Até o ano 2000, a Halliburton tinha como presidente o atual vice-presidente dos EUA, Dick Cheney, cuja ficha corrida destaca seu envolvimento em escândalos de fraudes contábeis bilionárias em seu país ao lado de seu chefe baby Bush.

O objetivo da arbitragem pedida pela Petrobrás, que será feita pela Comissão das Nações Unidas para a Lei do Comércio Internacional – UNCITRAL, é cobrar os prejuízos que a estatal terá com o atraso de cerca de um ano na entrega das plataformas P-43 e P-48, encomendadas pelo desgoverno FH ao vice de Bush. O projeto total envolve a quantia de US$ 2,5 bilhões, que além das duas plataformas incluem equipamentos de apoio.

 BARRACUDA CARATINGA 

As plataformas são vitais para a conclusão do projeto do campo de Barracuda-Caratinga, na Bacia de Campos, o que garante a auto-suficiência de petróleo do país. A empresa contratada para a construção das plataformas é uma subsidiária da Halliburton, a Kellogg Brown & Root, que ainda tem entre seus principais “executivos” Dick Cheney.

O não cumprimento dos prazos por parte da corporação do vice de Bush compromete os planos do país em atingir a auto-suficiência na produção de petróleo. A previsão inicial estabelecida no contrato determinava que a plataforma P-48 deveria ser entregues à Petrobrás em novembro deste ano, e a P-43 em meados de 2004.

 AUTO-SUFICIÊNCIA EM 2006 

A estatal busca agora estabelecer um novo cronograma para a entrega das unidades em 2005. A Petrobrás pleiteia ainda a cobrança da multa prevista no contrato no caso de atraso, uma vez que com o não cumprimento das datas comprometeu a auto-suficiência prevista para 2005, com a produção diária de 1,9 milhão de barris de petróleo, o necessário para atender todo o nosso consumo interno. Agora, a auto-suficiência está prevista para ser atingida em 2006.

“Esse foi um dos motivos pelos quais a auto-suficiência, que estava prevista para 2005, foi adiada para 2006”, afirmou o presidente da Petrobrás, José Eduardo Dutra, destacando que a empresa quer ser ressarcida pelos prejuízos por ter sido obrigada a adiar o início da produção dos dois campos. As perdas podem ultrapassar o montante de US$ 380 milhões.

A Petrobrás espera agora um acordo com a corporação ianque para garantir a conclusão e a entrega das plataformas enquanto o contencioso é decidido em arbitragem internacional. As duas plataformas terão capacidade para produzir 180 mil barris diários de petróleo cada uma.

LUIZ ROCHA

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