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Projeto
Malhas terá recursos de R$ 830 milhões e vai gerar 10 mil empregos O Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social aprovou o financiamento de R$ 830 milhões para a
expansão das malhas de transporte de gás natural nas regiões Nordeste e Sudeste. O
projeto, intitulado Projeto Malhas, tem como objetivo garantir o suprimento de gás
natural para os setores residencial, industrial e termoelétrico, garantindo o aumento da
participação do gás natural na matriz energética brasileira e a geração de 10 mil
empregos durante sua implantação. Inicialmente, o BNDES
dividiria os riscos da operação com os seus quatro maiores repassadores, mas, por
discordar das taxas de intermediação propostas por eles, decidiu fazer o financiamento
diretamente. Segundo o presidente do
BNDES, Carlos Lessa, o risco Petrobras é espetacular e não precisa ser
dividido. A Petrobras é uma empresa tão sólida que, se alguma vez tiver risco, o
país está a risco, afirmou Lessa. Segundo o banco
estatal, trata-se de um projeto de infra-estrutura básica, que atende a uma grande
quantidade de consumidores em várias regiões do País, expandindo significativamente o
mercado nacional de gás natural. Além disso, representa um grande volume de investimento
(US$ 1 bilhão), boa parte proveniente de capital externo (sendo cerca de 40% dos recursos
provenientes do Japan Bank for International Cooperation - JBIC). O BNDES informou ainda
que os investimentos na construção da Malha Sudeste incluem: construção de um novo
gasoduto entre Campinas (SP) e Japeri (RJ) (Gasoduto Campinas-Rio); instalação de um
ramal na cidade de Betim (MG); construção de dez city gates (pontos de
transferência de custódia do gás); e, instalação de uma estação de compressão.
Estes investimentos possibilitarão o acesso do gás natural boliviano ao Estado do Rio de
Janeiro, o que garantirá maior estabilidade no fornecimento e maior volume ofertado do
gás na região, assegurando assim o atendimento às demandas das plantas termoelétricas
localizadas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Na Malha Nordeste, os
investimentos previstos são: implantação de sete gasodutos com 962 Km de extensão;
construção de oito city gates e instalação de duas estações de
compressão na Bahia, nos municípios de Candeias e Catu. A expansão desta malha
permitirá o aumento da capacidade de transporte de gás natural através de uma rede
continua da Bahia até o Ceará, garantindo o suprimento deste insumo às novas plantas
termoelétricas em Pernambuco e no Ceará, além de atender à demanda industrial
reprimida de gás natural na região. A infra-estrutura de transporte e distribuição de gás no Brasil ainda é muito limitada. Enquanto o País possui uma rede de gasodutos de cerca de 7,8 mil Km, a Argentina, um país de dimensões bem inferiores, tem uma malha de 12,5 mil Km (nos EUA a extensão da malha chega a 450 mil Km). A rede de distribuição de gás no Brasil encontra-se ainda concentrada nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, os quais possuem cerca de 75% da malha de distribuição do País. Segundo dados da Petrobrás, a expansão das malhas Sudeste e Nordeste deverá viabilizar um aumento nas vendas de gás natural só para termoelétricas de aproximadamente 25 milhões de metros cúbicos por dia até 2010, duplicando o mercado atual deste insumo de energia. Redação
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