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 Abert: nacionalização de componentes no sistema de TV Digital a ser adotado no Brasil 

Em audiência pública conjunta no Senado da Comissão de Educação e da Subcomissão de Cinema, Comunicação e Informática o diretor-presidente da Fundação Padre Anchieta e da Associação Brasileira de Emissoras Públicas, Educativas e Culturais (Abepec), Jorge Cunha Lima, defendeu a necessidade de haver componentes tecnológicos nacionais no sistema de TV Digital a ser adotado no País.

“Isso é uma definição política de cronograma de acessibilidade ao privilégio tecnológico”, afirmou Cunha Lima, acrescentando que a definição do padrão de TV Digital “é uma decisão muito importante porque envolve a vida de milhões de pessoas”.

Para o subsecretário de Planejamento, Orçamento e Administração do Ministério das Comunicações, Marcos Dantas Loureiro, qualquer que seja o modelo adotado terá que ser adaptado à realidade nacional, com sofware de adaptação desenvolvido no Brasil, gerando emprego e renda.

A TV Digital é um sistema com uma qualidade de imagem e áudio superior ao atual sistema, sendo que a transmissão das informações são feitas via satélite ou terrestre (cabo). Nas transmissões em alta definição, a resolução de imagem pode ser até seis vezes maior que da televisão atual, e a qualidade do som comparável a dos CD’s. Atualmente existe três padrões de TV Digital no mundo: o ATSC, dos Estados Unidos; o DVB, da Europa; e o ISDB, do Japão. Durante 8 meses, entre 1999 e 2000, foram realizados teste de campo e de laboratório em São Paulo por técnicos da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Sociedade de Engenharia de Televisão e Telecomunicações (SET) e Instituto Mackenzie, chegando-se à conclusão que o padrão norte-americano não atende os requisitos mínimos.

Em janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou ao Ministério das Comunicações que solicitasse pareceres de especialistas sobre a viabilidade de o Brasil desenvolver um padrão próprio para transmissão de televisão digital. Tanto técnicos da Universidade de São Paulo (USP), quanto do Centro de Pesquisa e desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), demonstraram ao Ministério a viabilidade técnica para o desenvolvimento da tecnologia no Brasil. Estuda-se também a viabilidade de adoção de um padrão comum entre o Brasil e a China.

Redação

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