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Lula: meta é que taxas de juros cheguem a um dígito 

“Os juros não podem ser de 30%, 40% ou 89%, como é no mercado financeiro”, advertiu Lula 

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante sua viagem a Washington na semana passada, disse que a meta do governo é os juros reais (taxa Selic menos o índice de inflação) chegarem a ter apenas um dígito. “Nós estamos trabalhando para isso”, disse o presidente. Ele afirmou que isso vai ser perfeitamente normal quando a taxa de inflação estiver em torno de 7% ao ano. “Os juros não podem ser de 30%, 40% ou 89%, como é no  mercado financeiro”, ressaltou o presidente da República. Lula lembrou ainda que seu governo está numa “busca incessante para que a grande motivação do nosso país seja o investimento no setor produtivo e não na especulação”.

CNI

Em solenidade realizada na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Lula frisou que os juros bancários são escorchantes e que o governo vai criar condições para que eles baixem. “O que vamos fazer é criar todas as condições para que os juros possam ser reduzidos e as pessoas pegarem dinheiro emprestado e não pagarem as taxas escorchantes que são obrigadas a pagar hoje”, afirmou o presidente, na última terça-feira. Lula declarou que os juros “cobrados hoje pelos bancos impedem as pessoas de comprar e, até, de comer”. “Hoje, você sabe que uma pessoa que precisa pagar R$ 200,00 numa dessas empresas que fazem propaganda na TV, pagam até 332% de juros ao ano”, observou. “Queremos emprestar esse dinheiro a 2% para as pessoas pegarem e poderem comprar o rádio, a geladeira e comida, inclusive”, disse Lula.

Com este objetivo, o presidente lançou na última quarta-feira o programa de microcrédito (ver matéria na página 2), pelos bancos oficiais, um conjunto de medidas visando aumentar a oferta de crédito a pessoas até sem conta em banco, numa tentativa de induzir os bancos privados a também baixarem suas taxas de juros e aumentarem o crédito.

Lula comentou que, desde que assumiu a presidência, em janeiro, o seu governo já alcançou mais resultados do que muitos dos que o antecederam. “Nós conseguimos, em seis meses, aquilo que muitos estudaram a vida inteira e não conseguiram fazer”, disse o presidente.

INTENSIDADE

Ele reafirmou que pretende promover a integração física dos países da América do Sul, com a realização de obras de infra-estrutura, como estradas e pontes que interliguem toda a região. Esse é o caminho que o presidente Lula tem defendido como forma dos países do continente se fortalecerem no comércio e nas negociações internacionais para conseguirem alcançar o tão almejado desenvolvimento econômico. “Vamos fazer uma combinação entre política internacional e interna”, prosseguiu. O presidente disse que “as pessoas querem que as coisas aconteçam com a rapidez com que não aconteceram em lugar nenhum do mundo”. “Agora’, ressaltou, “vamos fazer as coisas internas acontecerem com mais intensidade”.

Redação

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