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A senadora Iris de
Araújo (PMDB/GO) afirmou que não adianta tentar reduzir o emprego informal na economia
restringindo os direitos trabalhistas, como fez o governo passado. O fim da
informalidade exige soluções complexas, como a redução da carga tributária para o
empresariado, mais oportunidades de crédito, melhora na distribuição de renda no país
e mais acesso à educação. Isso leva ao crescimento econômico, assinalou em
discurso na tribuna. As tentativas de
atrair mais pessoas para o mercado formal de trabalho, flexibilizando-se as leis
trabalhistas, são inócuas, porque atacam um mito equivocado de que a informalidade é
resultado do alto custo trabalhista, ressaltou Iris de Araújo. A senadora lembrou
que as medidas adotadas por Fernando Henrique, como a criação do banco de horas,
dos contratos temporários e da jornada de trabalho parcial, não produziram os efeitos
desejados. O problema da informalidade não está nos altos custos de
contratação dos trabalhadores e, sim, na origem dos empregadores, pois estes são
responsáveis por empreendimentos que têm uma estrutura menor, atuam em mercados mais
competitivos e não têm acesso à tecnologia de ponta, o que não lhes dá condições de
regularizar sua situação e contratar funcionários, frisou. Iris de Araújo
defendeu as propostas do governo atual quando se propõe a criar milhões de novos
empregos formais, decorrentes de um novo modelo econômico que propiciaria queda nos
custos de produção, reforma tributária e redução dos juros reais da economia. Redação
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