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Confederações de trabalhadores criam Fórum Sindical Nacional Com
a presença do secretário nacional do Trabalho, Oswaldo Bargas, lideranças das
confederações nacionais de trabalhadores, reunidas na Federação dos Empregados no
Comércio de São Paulo (Fecesp), criaram o Fórum que lutará em defesa da retomada do
desenvolvimento econômico e social, da unicidade, e contra o fim do imposto sindical Em apoio à retomada do
desenvolvimento econômico, em defesa da unicidade sindical, da contribuição
confederativa e contra o fim do imposto sindical, foi criado no último dia 18, em São
Paulo, o Fórum Sindical Nacional, com a presença de centenas de lideranças de
confederações, federações e sindicatos, que lotaram o auditório da Federação
dos Empregados no Comércio do Estado de São Paulo (Fecesp). Aqui estão
representados milhões de trabalhadores. A maioria presente votou no presidente Luiz
Inácio Lula da Silva e está querendo ajudar na governabilidade do país. Por isso, os
projetos de emenda constitucional 29, em tramitação na Câmara, e 40, no Senado, são um
atropelo ao processo de discussão que o próprio presidente Lula falou que iria acontecer
com todos os setores, afirmou o presidente da Confederação Nacional dos
Trabalhadores na Indústria (CNTI), José Calixto Ramos, que representou todas as
entidades sindicais presentes ao evento. Ao convocar os
dirigentes sindicais para a próxima plenária do Fórum Nacional, em Brasília, no dia 30
de julho, Calixto ressaltou a importância da unidade de todos pela retomada do
desenvolvimento, pela garantia dos direitos trabalhistas e sócio-econômicos, em conjunto
com o presidente Lula. Conforme tem destacado
o presidente da CNTI, o momento é de diálogo e de construção: Na reforma
previdenciária, defendemos que os trabalhadores da iniciativa privada contribuam até o
teto de 20 salários mínimos para a continuidade de uma Previdência Social Pública
auto-sustentável (o que elevaria substancialmente a receita, canalizando recursos que
estão sendo desviados para a especulação na previdência privada).
No Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, nós sugerimos uma previdência
única em geral, com exceção das carreiras típicas de Estado, acrescentou José
Calixto. CUSTEIO
DAS ENTIDADES O novo Fórum tem
o principal objetivo de unificar posições quanto à reforma sindical e trabalhista
anunciada pelo governo e traçar um plano de ação na defesa da unicidade sindical e do
custeio das entidades, destacou o presidente da Federação dos Empregados no
Comércio do Estado de São Paulo (Fecesp), Paulo Lucânia, que sediou o encontro. Além das
confederações, federações e sindicatos, participaram do encontro o vice-presidente da
Central Geral dos Trabalhadores (CENTRAL), Ubiraci Dantas de Oliveira; o delegado Regional
do Trabalho, Heiguiberto Guiba Della Bella Navarro e o secretário nacional do Ministério
do Trabalho, Osvaldo Bargas. Em uma carta
apresentada no Fórum, que servirá de base para o documento a ser discutido no próximo
dia 30, os sindicalistas destacam que o Brasil, com o governo Luiz Inácio Lula da
Silva, tem a possibilidade de dar um salto à frente, a partir de um novo modelo de
desenvolvimento, que irá valorizar o mundo do trabalho. A
situação econômica e social do nosso país é muito grave e cabe à sociedade
organizada influir no governo no sentido de que se construa um modelo econômico baseado
na produção, na inclusão social e na justa distribuição de renda, ressalta o
documento. VALDO
ALBUQUERQUE
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