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 Lula anuncia R$ 5,4 bilhões para a agricultura familiar

O governo federal lançou na última terça-feira o Plano Safra para a Agricultura Familiar para apoiar 1,4 milhão de agricultores - 430 mil a mais do que no ano passado -, liberando  R$ 5,4 bilhões com o objetivo de atuar em duas frentes principais: atender às demandas do Fome Zero e simplificar o acesso dos produtores ao crédito. Com o aumento de R$ 1,3 bilhões em relação ao ano passado, o governo federal espera aumentar em 40% o número de contratos efetuados pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

De acordo com Lula, ao pensar em agricultura familiar deve-se pensar em cinco exigências básicas: na ocupação soberana do território nacional, na possibilidade de manter as pessoas na terra natal, na geração de trabalho, na melhoria da qualidade dos alimentos e na preservação ambiental. “A agricultura familiar pode atender a essas cinco exigências, e assim viveremos em um país muito melhor do que é hoje”, afirmou o presidente durante o lançamento do Plano, no Palácio do Planalto.

Além de facilitar o acesso do crédito nas mãos dos agricultores - antes o agricultor tinha de preencher sete formulários e agora preencherá um formulário que se concentrará num cadastro único -, uma das principais melhorias no Plano Safra é o Pronaf Alimentos, que atuará conjuntamente com o Programa Fome Zero para que 15 milhões de pessoas, o equivalente a 36,8% das famílias rurais brasileiras, tenham uma linha de crédito para estimular a produção de arroz, feijão, mandioca, milho e trigo – alimentos básicos da mesa dos brasileiros. Os agricultores terão 50% a mais de crédito em relação à safra anterior para a produção dessas culturas.

Outra medida muito importante é a Garantia de Renda, que beneficiará principalmente os agricultores familiares do semi-árido brasileiro, onde mais de 320 mil agricultores já aderiram ao Garantia-Safra, que é um programa de renda mínima de até R$ 475,00, em seis parcelas, para o caso de perdas de 50% ou mais das safras de milho, arroz, feijão, mandioca e algodão em decorrência da seca. Além disso, os agricultores familiares e assentados da reforma agrária passam a contar agora com uma política pública de garantia de renda e apoio à comercialização.

Redação

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