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O primeiro poder
do povo tem que ser o do conhecimento, afirmou o presidente da Venezuela Hugo
Chávez Frias ao anunciar, na sexta-feira dia 20 de junho, que o primeiro de julho
próximo se iniciará no país uma campanha contra o anal-babetismo. No ato - realizado na
sala Rios Reyna do Teatro Teresa Car-reño - Chávez frisou que para ensinar a ler e
escrever a 1 milhão e meio de analfabetos se conformou um poderoso exército da
luz, que em número superior aos 100 mil participantes, iluminará os mais
longínquos lugares da extensa geografia do país com as tochas do conhecimento. Vamos
livrar esta batalha por ar, mar e terra, e chegaremos até a última pessoa que necessite
de nossa ajuda. Este nobre
e bonito objetivo que nosso governo se propôs, romperá as funestas correntes que por
séculos tem oprimido o país, e levaram Bolívar a expressar: Pela ignorância tem
nos dominado mais que pela força, disse o presidente. Para o governo
venezuelano, a educação de adultos permanente é concebida como um conjunto de ações
destinada a atender à população maior de 15 anos, tanto no campo da educação formal
como da não formal. A taxa de analfabetismo no país é de 8,9% em relação à
população total. Foi constituída uma
Comissão Presidencial de Alfabetização com caráter permanente que terá como objetivo
o estudo, a formulação, coordenação e avaliação do Plano Extraordinário de
Alfabetização Robinson. Está integrada pelo presidente do Instituto Nacional de
Cooperação Educacional, Eliézer Otaiza, Teresa Maniglia Ferreira, Francisco de Asís
Sesto, Enrique Ramos, Osmar Calzadilla e o general de brigada, Vir-gílio Lameda. O
nome Robinson foi tomado do pseudônimo de Simón Rodríguez, mestre de Bolívar. O lema da campanha é
Eu posso, sim. O presidente Chávez convocou à nação, à juventude,
aos círculos bolivarianos, aos partidos que apóiam o governo, às donas de casa, e aos
trabalhadores para conquistar a derrota total do analfabetismo. Redação
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