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Bush e mídia servil voltam a Desde o 1º de maio, 236 ianques foram mortos e 548 feridos à bala. O comando dos EUA já admitiu 120 mortos. Mas Bush e a mídia servil querem impingir que só 53 morreram - e apenas 17 em combate. Os outros dois terços, foi tudo em acidentes, afogamentos e helicópteros que quiseram cair Recente matéria da
Time, sobre o colapso da administração do general Garner no
Iraque e a chegada do substituto Bremer, trazia, entre muita conversa fiada, que, um mês
após o anúncio, feito por Bush, de que as operações de combate no Iraque tinham
terminado, soldados americanos ainda estavam sendo mortos numa base
regular. O quanto era essa base regular, pôde ser avaliado pela
declaração que a revista obteve de um oficial da equipe de Garner, portanto, do alto
comando ianque: Essas muitas mortes, se você multiplica 15 por semana por 52, isso
é inadmissível politicamente, é inadmissível. Em suma, 15 mortos por semana. O
artigo deixa claro que o oficial estava falando de soldados americanos mortos pela
Resistência iraquiana. Não somente é isso o que significa a expressão ainda
estavam sendo mortos, como, também, se fossem acidentes, nada haveria
de politicamente inadmissível nisso. No entanto, a mídia
que se prosterna diante de Bush e outros criminosos desde que sejam ianques
está à direita até dos oficiais americanos. O que os piores capangas dessa quadrilha
falam, as falsificações da Casa Branca, as fraudes de Rumsfeld, a mentira, enfim, em seu
estado mais depravado, é, para esse bando asqueroso de capachos, a verdade, a realidade. Como se sabe,
oficialmente o Pentágono só admite uma fração dessas baixas admitidas pelo oficial
ianque, que são uma parte das efetivamente ocorridas nos combates. Trata-se da maior
operação de ocultação de cadáveres da história recente, mais cínica do que aquela
do Vietnã, com Bush mentindo sobre os seus mortos, e também sobre os feridos, do seu
exército invasor no Iraque. A compilação dos mortos e feridos ianques nos combates
desde o 1º de maio, procedida pelo HP, revelou 236 mortos e 548 feridos; isso, do que
pudemos confirmar. Evidentemente, não temos, ainda, condições de confirmar senão uma
parte dos mortos e feridos. Mas pela conta do alto
comando ianque, com base na Time, são pelo menos 120 mortos nesse período, o
que, evidentemente, é uma subestimação. No entanto, com a ajuda da mídia servil, Bush
vem pretendendo que os mortos sejam apenas 53, dos quais 17 em combate.
Portanto, Bush e demais falsários querem fazer crer que morreu o dobro em
acidentes, do que pelo fogo iraquiano. Repetimos, amigo leitor: segundo Bush e
quadrilha, para cada um americano que morreu à bala, há dois que morreram por acidentes,
desde acidentes de trânsito, até afogamentos certamente
porque alguns soldados esqueceram, ao atravessar um rio, de que não sabiam nadar... É isso, também, o que
explica, nos serviçais da mídia, que eles tenham nos últimos dias reduzido até o
número de mortos que eles mesmos vinham anunciando: de 53, os infelizes leitores dessa
mídia, de repente, tomaram conhecimento (?) de que eles viraram 17. O que teria
acontecido? Ressuscitaram alguns? Certamente que não. O que eles fizeram foi,
simplesmente, serem mais servis ainda aos seus patrões ianques, sumiram com os que Bush e
Rumsfeld atribuíram a acidentes. E repare o leitor, também, que, pelo seu
papel subalterno, os sicários de Blair estão desconsi-derados, embora a Resistência,
como agora em Basra, esteja também matando ingleses... Bush oculta cadáveres
de todo jeito, até porque sabe que não há condições políticas internas nos EUA para
muitos mortos americanos em um país distante. Se os EUA ou qualquer país
tivessem um exército em que se morre mais de acidente do que em combate,
ainda mais sendo o exército mais formidável do mundo e da tecnologia
mais avançada, esse estranho fenômeno seria merecedor de acurados estudos. No
mínimo, ia ser preciso, às pressas, fazer um desses programas de qualidade
total para ver se dava jeito na geringonça, instaurar um ISO 9002 da
vida, ou implantar uma reengenharia. Ou, talvez, como os ianques são muito chegados
nisso, tentar a parapsicologia... Mas, como o problema é
só de mentira e descaramento, nem vai precisar. O que está matando os ianques não são
os acidentes de trânsito, os afogamentos, as quedas por iniciativa própria de
helicópteros e aviões, as armas que disparam sozinhas, as explosões inexplicáveis.
São as balas e as granadas disparadas pelos iraquianos, e a resistência atingiu uma
amplitude tal que todo dia mata mais e mais ianques. E, por isso, Bush tem mais cadáveres
a esconder. Essa ocultação de
cadáveres tornou-se um escândalo insustentável agora, em que todo dia morrem americanos
às pencas, depois que Bush disse que a guerra terminou. No entanto, deu-se
desde o primeiro minuto da agressão. Ainda no final de abril o Pentágono fez uma
revisão do número de feridos. Pulou em mais de centenas, de repente. Finalmente, eles
haviam se apercebido de que o número de mortos quase emparelhava com o número de
feridos; aliás, segundo a porta-voz do Pentágono, até mesmo superava. Um caso realmente
fantástico. Para continuar mentindo, fizeram a revisão. Porque não houve a
revisão também do número de mortos, não explicaram. Nem podiam. A ocultação era de
tal monta que, ao final da primeira fase da invasão, o número de jornalistas mortos era
mais de 10% do de soldados (130 dos últimos contra 14 jornalistas). Nunca se viu tanto
jornalista morto em comparação com os soldados, em guerra nenhuma. Como se os iraquianos
tivessem uma mira espetacular para pegar jornalistas e outra, péssima, para atirar contra
as tropas ianques. A mídia servil faz o
que pode. Aliás, faz o que não pode. Crêem (com as exceções que confirmam a regra,
são uma das piores trupes de imbecis já aparecidas na face da Terra) em todos os
acidentes de trânsito, afogamentos, suicídios, explosões e fogos amigos aliás,
também nunca se viu tanta morte por amizade - anunciados pelo Pentágono e sempre duvidam
de que os ianques, essa raça superior, possa estar sendo morta por essa ralé iraquiana.
Pudicamente, não publicam fotos dos mortos ianques, sequer dos feridos. Sucintamente,
repetem as mentiras de Bush. Escondem as fotos dos blindados e veículos ianques em
destroços, as fotos com a bandeira iraquiana hasteada onde o povo escorraçou o invasor. O que não adianta
muito, porque os iraquianos vão lá, dão tiro, lançam granadas e mísseis e matam o
invasor em Bagdá, Faluja, Hit, Ramadi, Mossul, Basra, Hiania, Kut, Al Qaim, enfim, no
Iraque inteiro. Até que a montanha de cadáveres desabe sobre a cabeça de Bush. ANTONIO
PIMENTA
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