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 Chumbo quente da Resistência iraquiana derrete moral dos invasores ianques

Soldado Joseph Cruz: “Todos estão pra baixo e deprimidos”

Após tomar muito chumbo quente, junto com outros vândalos ianques, em Faluja, logo em Faluja, o soldado de primeira classe Joseph Cruz, concluiu, em declaração feita à France Presse: “Já tive o bastante. É hora de irmos para casa”. O acuado elemento integra a 2ª Brigada da 3ª Divisão de Infantaria do exército ianque e é assim que anda a “moral” – se é que eles podem se atribuir algo parecido a isso – dos invasores do Iraque. Em Bagdá a coisa não está melhor. No centro da cidade, na semana passada, após uma emboscada que feriu três ianques – estava tudo “tranquilo” até a inesperada aparição de uma granada – um invasor desmontou, aos gritos: “tirem-me daqui, este lugar é muito perigoso”.

O soldado Joe ainda não começou a dar gritos, mas as considerações que fez sobre seu estado de espírito não são animadoras. Disse que “está deprimido”, “acorda no meio da noite” e está sempre “meio acordado”. É uma sábia providência; tem uns invasores que não tomaram esse cuidado e já estão nas profundezas, prestando contas ao seu mestre. Nos muros da principal via de Faluja, vê-se uma pichação bem visível: “Deus abençoe os combatentes da Resistência da Cidade das Mesquitas”.

 SEM CORAGEM PARA LEVANTAR 

É assim por todo o Iraque. A ação incessante da guerrilha, reclamam, vem privando os soldados ianques do sono. “É um baita problema”, destacou o sargento médico Robert Meadow. “Eles não têm energia para levantar”. Entre os sintomas, Meadows viu soldados sofrendo de depressão, agitação, queda de temperatura – e certamente suando frio, aqueles tremores nos intestinos e a vista turvando; muitos pedindo “meus sais”. Teve de receitar anti-depressivos. “Eu converso com eles e lhes digo para dormirem”. O difícil – convenhamos - é que alguém consiga dormir sabendo que vai passar a noite de alvo para os combatentes iraquianos, e que todo dia vários soldados ianques são inapelavelmente mortos e muitos mais feridos.

Outro soldado, James Mierop, do Illinois, resumiu a situação: “um monte de gente aqui está à beira de explodir”. “Todo mundo já teve o bastante, todo mundo está pronto para voltar para casa. Decididamente, eu estou pronto para voltar para casa”, reiterou. E diga-se que a Resistência mal começou seu serviço.

 ESTAMOS À BEIRA DE EXPLODIR... 

Adam Nuelken, da Carolina do Sul, foi direto ao ponto e disse que a moral da tropa “afundou rapidamente depois que nos disseram que tinham mais tarefas para nós”. Joe concordou: “Precisamos de moral para fazer nosso trabalho. Mas todo mundo está para baixo e deprimido”. Um lacaio com certo senso de realidade, aliás um porta-voz de Chalabi, sintetizou a coisa: “neste momento os soldados [ianques] que estão nas cidades iraquianas são como patos quietos à espera do tiro”. Que, aliás, costuma vir. Muitas vezes não é tiro, é granada.

 O primeiro-tenente Herb Leggette, de Andrew, Carolina do Sul, confessou: “a parte mais difícil é visualizar que nem todo mundo quer matar você”. Como se vê, esse é um ianque decididamente otimista; a maioria, com certa razão, não vê ninguém por perto que não queira lhe dar um tiro ou, pelo menos, aplaudir quem lhe der um tiro. Leggette, perguntado sobre o que gostaria de dizer a Bush, completou: que ele soubesse que todo mundo aqui está “um tanto exausto”. Outro soldado, Balderas, evitou os rodeios: “tire-nos daqui e arrume outra tropa”.

Redação

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