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Dilma Rousseff: “LabOceano é estratégico para o Brasil”

Governo inaugura no Rio o maior laboratório oceânico do mundo 

“Quase todas nossas reservas de petróleo estão concentradas no mar. O LabOceano é capaz de reproduzir as principais características do meio ambiente marinho e simular fenômenos que ocorrem em lâminas d‘água superiores a 2 mil metros de profundidade”, destacou a ministra 

“O tanque representa suporte tecnológico estratégico para o Brasil que possui mais de 90% das reservas de petróleo concentradas no mar”, afirmou a ministra das Minas e Energia, Dilma Rousseff, durante a inauguração do Laboratório de Tecnologia Oceânica (LabOceano) da Coordenação dos Programas de Pós-graduação de Engenharia (COPPE / UFRJ), no qual está instalado o mais profundo tanque oceânico do mundo. A inauguração foi feita pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e contou com a presença de sete ministros - entre eles o Ministro da Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral, e o Ministro das Comunicações, Miro Teixeira, além da governadora do Rio de Janeiro, Rosinha Matheus, e do reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Sérgio Fracalanzza.

 TECNOLOGIA PRÓPRIA 

Na inauguração, o presidente Lula destacou que “não tenho dúvida nenhuma de que qualquer brasileiro que tiver a chance de conhecer um laboratório desse porque sai daqui com a auto-estima muito elevada, sai daqui convencido de que nosso país tem condições plenas de disputar com qualquer país do mundo, mesmo no campo da ciência e tecnologia, desde que o governo brasileiro acredite que investir em ciência, em tecnologia, investir em pesquisa, às vezes demora muito, mas pode nos trazer ganhos inimagináveis”.

 INTERESSES NACIONAIS 

De acordo com Lula, o investimento em ciência e tecnologia é fundamental para o desenvolvimento econômico e social do país: “O que queremos é desenvolver a política científica brasileira e integrá-la aos interesses da nossa política industrial e de desenvolvimento, porque a construção do laboratório e do tanque oceânico além de significar um avanço tecnológico, deverá contribuir também para o desenvolvimento da indústria naval e do setor petrolífero. Investir em ciência e tecnologia é fundamental para o desenvolvimento social e econômico do país”.

O LabOceano da Coppe é capaz de reproduzir as principais características do meio ambiente marinho e simular fenômenos que ocorrem em lâminas d‘água superiores a 2 mil metros de profundidade. Isso significa um importante suporte tecnológico para o país, uma vez que quase que todas nossas reservas de petróleo estão concentradas no mar. Maior tanque oceânico do mundo, o nosso LabOceano comporta 23 milhões de litros de água, com altura equivalente a um prédio de oito andares. Em todo o planeta existem apenas duas instalações com características similares às do tanque projetado pelos pesquisadores da Coppe - que tem 15 metros de profundidade e mais 10 metros adicionais em seu poço central - o Marintek, na Noruega, com 10 metros, e o Marin, na Holanda, com 10, 5 metros.

 COPPE: 40 ANOS DE PESQUISAS EM PROL DO BRASIL 

Além de ser uma grande conquista para o país, o LabOceano representa importante passo para a Coppe, instituição que comemora 40 anos em 2003. Ao longo de sua existência, o Coppe contribuiu para que o Brasil se tornasse um dos líderes mundiais na exploração de petróleo no mar, especialmente em águas profundas, cujo pioneirismo pertence à estatal Petrobrás. No projeto foram investido R$ 16,1 milhões: R$ 15 milhões provenientes dos royalties do petróleo e R$ 1 milhão disponibilizados pelo governo do Estado do Rio de Janeiro, através da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ).

 SEGURANÇA 

O laboratório oceânico - que vai garantir maior segurança aos projetos de estruturas flutuantes e às operações no mar - trará ao país ganhos técnicos e econômicos para as empresas aqui sediadas assim como na América do Sul, uma vez que os custos diários para a realização de ensaios nos tanques europeus oscilam entre US$ 15 mil a US$ 20 mil dólares.

 4 MIL EMPREGOS 

O LabOceano dá início ainda às atividades do Parque Tecnológico do Rio de Janeiro, que além do tanque vai abrigar mais de 200 empresas e laboratórios de base tecnológica, com perspectiva de gerar mais de 4 mil empregos.

Redação

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