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Presidente nomeia o primeiro ministro Quero que vocês
saibam que o critério com que escolhemos esses e que vamos escolher outros ministros,
para outras instâncias do Poder Judiciário, sempre levará em conta a questão
profissional, levará em conta uma visão social que as pessoas tenham do nosso país e
levará em conta a vida profissional dessa gente, afirmou o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, na última quarta-feira, ao anunciar a indicação de três novos ministros
para o Supremo Tribunal Federal (STF). Os três indicados, o
procurador da República no Rio, Joaquim Benedito Barbosa Gomes, primeiro ministro negro
no STF, o desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, Antônio Cezar Peluso e o
jurista sergipano, Carlos Ayres de Britto, irão substituir os ministros Moreira Alves,
Sydney Sanches e Ilmar Galvão que se aposentaram compulsoriamente por terem completado 70
anos de idade. Lula ressaltou que
está muito satisfeito em ter escolhido juristas muito competentes para o STF, sobretudo
porque acho que, neste momento, o Brasil precisa de muita tranqüilidade e de muita
seriedade para que possamos levar avante as reformas de que nós precisamos no país. De acordo com Joaquim
Barbosa Gomes, o fato de ter sido escolhido para o Supremo representa o desejo da
sociedade de se sentir representada em funções importantes do Estado: certos
segmentos sociais se verão espelhados em mim. Isso sinaliza o fim de certas barreiras. Joaquim Benedito Barbosa Gomes também tem trajetória parecida com a do presidente Lula, que veio de família humilde e venceu as barreiras para governar o Brasil. Gomes nasceu na cidade de Paracatu, interior de Minas Gerais. Filho de pedreiro, Gomes lutou, estudou e mais tarde formou-se em Direito pela Universidade de Brasília. Entrou para o Ministério Público em 1984 e tornou-se procurador regional da República no Rio de Janeiro, até ser indicado para o STF. Redação
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