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Palestinos nas ruas em rechaço aos crimes do nazi Ariel Sharon

Milhares de pessoas tomaram as ruas de Khan Yunis, na Faixa de Gaza, em uma manifestação durante o funeral de um bebê de 18 meses assassinado pelas tropas de ocupação

Apopulação da cidade palestina de Khan Yunis, localizada na Faixa de Gaza, tomou o centro da cidade no dia 8 em uma indignado manifestação durante o funeral de Alyan al Bashiti, bebê de 18 meses assassinado depois de ser atingido na nuca por um tiro disparado por soldados naziisraelenses.

Os assassinos que miraram e mataram o bebê estavam entrincheirados no vizinho assentamento judaico ilegal denominado Gadid. Na manifestação, a população, que se concentrou em frente a casa da família do bebê assassinado, demonstrou a sua repulsa à ocupação e seus crimes e ao crescimento dos assentamentos erguidos sobre terras palestinas assaltadas e que também se tornam centros de agressões constantes aos moradores palestinos vizinhos seja por fascínoras das tropas de ocupação, seja por vândalos assassinos que residem nos próprios assentamentos.

No dia 9 as manifestações cresceram incorporando dezenas de milhares em Gaza para transportar o corpo de um membro da resistência palestina falecido no dia anterior. Com faixas e palavras de ordem a multidão jurava sua fidelidade à resistência até a expulsão das SS de Sharon, entoando o chamado da Intifada: “Nosso sangue e nossa alma a ti Palestina!”

No dia 7, Ayman Huji, morreu quando um dos três jipes que correram contra ele nas ruas de Gaza o atropelou. No mesmo dia um militante da resistência palestina foi assassinado dentro de seu carro por um míssel lançado contra ele no norte da cidade de Gaza.

No dia 8, um palestino morreu na entrada do hospital depois de ser atingido por nazistas da ocupação em Khan Yunis. A jovem mãe Ikram Eqdeh foi assassinada quando, ao lado de sua filha, colhia em sua horta. Os assassinos foram, mais uma vez, soldados de Sharon que miraram de longe com fuzis para matá-la covardemente.

O chefe da Segurança da Faixa de Gaza, Abdel-Razeq al-Mujayda, denunciou: “o governo de Israel aumentou as atrocidades contra os palestinos”.

O garoto Haytham Al Jabber de 12 anos perdeu a maior parte dos dentes e ficou com a face deformada após ser atingido com um tiro na boca.

Ameen Al-Manzawali faleceu no dia 7 devido a graves ferimentos quando destroços de sua casa, detonada pelas tropas de ocupação, caíram sobre ele na cidade de Nablus. Em Al-Mahata, os delinquentes entraram na aldeia com tanques, tratores de esteira e blindados destruindo 7 casas palestinas.

Agressões com feridos e detenções arbitrárias ocorreram também em Hebron, Qalqilia, na cidade sagrada de Belém.

NATHANIEL BRAIA

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