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Resistência iraquiana abate mais cães ianques e derruba helicóptero

Na quinta-feira, dois chacais ianques abatidos em Bagdá, um comboio de Bush emboscado em Bayji - três mortos – e outro ianque a menos em Dailya. No dia seguinte, derrubado o UH-60 em Samarra: cinco cães já nos quintos do inferno

 Emboscadas e mais emboscadas, por todo o Iraque contra o invasor ianque: em dois dias, onze soldados ianques mortos e vários feridos; um helicóptero derrubado e um comboio atacado. Isso, sem contar as ações da resistência às quais a mídia servil se refere genericamente como “frequentes tiroteios”, “explosões” e “insegurança por toda parte”. Mas, nas emboscadas e nas manifestações por todo o Iraque, cada vez se torna mais patente que “não há outra prioridade que não a expulsão do invasor”, como proclamara o presidente Saddam em sua carta do dia 28 ao povo iraquiano.

Atendendo a essa convocação –   “morte aos ianques” -, um patriota iraquiano, ao cruzar uma ponte de Bagdá na quinta-feira dia 8, deparou-se com um soldado invasor e, já que a ocasião se lhe apresentara, caminhou até ele e, com um tiro à queima roupa, mandou o cão para os quintos dos infernos. O patriota, em seguida, saiu andando do local e, provavelmente, prepara-se para a próxima ação filantrópica.O serviço foi bem feito e o indigitado ianque, que era do 2º Regimento de Cavalaria, já arde nas profundezas, à espera de mais companhia.

Que não tardou. Um soldado da 3ª Divisão de Infantaria ianque foi morto com um tiro na cabeça na zona leste de Bagdá na quinta-feira dia 8, informou o consternado capitão Tom Byant, porta-voz do 5º Corpo do Exército dos EUA, estabelecido no aeroporto de Bagdá. O Pentágono tentou atribuir o feito a um “franco-atirador solitário”, mas, como acontece nos freqüentes tiroteios de caça aos ianques, ele estava em boa companhia. Como cabe a um iraquiano honrado, o patriota a quem coube despachá-lo deve ter pensado na mensagem de Saddam, mandando resistir: “se não fizer hoje, faça amanhã, se não fizer esta semana, faça na semana que vem”. Entre deixar para amanhã ou fazer hoje, ele se decidiu - e já era mais um cão ianque.

 GUERRA DE TODO O POVO 

 Na mesma área, nas proximidades do aeroporto, um veículo do invasor foi atingido por “ao que parece por uma mina” – disse o Pentágono-, deixando cinco soldados feridos. Em outra parte de Bagdá, incursão ianque foi recebida com disparos. É assim que essa “guerra de todo o povo” contra o invasor vai se dando. Homens e mulheres iraquianos respondendo ao chamado à resistência, que o presidente Saddam – na clandestinidade como nos primeiros tempos de sua luta revolucionária – emana. Que cada um faça a sua parte. Atirando no invasor, pichando o muro, protegendo seus líderes, recusando a mão ao ianque.

Mas não é apenas em Bagdá que se dá o combate ao invasor. É no Iraque inteiro, e desta vez foi em Samarra, entre a capital e Tikrit. Cinco chacais ianques morreram e dois ficaram feridos, quando o helicóptero que os transportava, um UH-60 Black Hawk (Falcão Negro), foi atingido pelo fogo da resistência iraquiana na sexta-feira dia 9. O helicóptero despencou no rio Tigre. Forçados a voar baixo nas operações contra a resistência, os Black Hawk se tornam um alvo fácil para as balas de Kalachnikov. Não é a primeira vez – nos primeiros dias da agressão um camponês derrubou com seu fuzil um helicóptero Apache. Agora, o Pentágono admitiu o “acidente”, forma como se referiu ao lamentável e inesperado encontro entre seu helicóptero e as balas iraquianas em Samarra.

 COMBOIO ATACADO 

Em Dailya, um soldado ianque foi morto em emboscada da resistência; o comando ianque enviou tanques e soldados para o local, sem conseguir nada. Também em Bayji, no norte do Iraque, o invasor sofreu mais um revés: teve um comboio da 4ª Divisão de Infantaria atacado. A ação dos guerrilheiros levou o pânico às hordas invasoras. Três vândalos mortos e cinco feridos.

Não há lugar seguro para o invasor em lugar algum do Iraque, nem para os seus lacaios. Os capachos de Karbala, que haviam elegido a si mesmos como “autoridades” da cidade, foram corridos por uma manifestação; foi nessa cidade santa que dois milhões realizaram a maior manifestação – 2 milhões de pessoas – contra a invasão. “O lacaio dos americanos” Khoei foi justiçado em Najaf, por uma multidão furiosa com sua traição ao Iraque; tombou, relataram várias testemunhas, tingindo de vermelho as notas de dólares que lhe caiam das vestes. Em Mossul, não pára o fustigamento do invasor. Em Kut, 20 chacais foram abatidos. Em Basra, o escritório da TV árabe Al Jazira foi novamente invadido porque filmara um ataque da resistência em pleno centro da segunda maior cidade iraquiana; a TV dias antes havia sido impedida de mostrar um tanque queimando. Em Faluja, o povo botou para fora da cidade os assassinos dos manifestantes. No dia 28, aniversário de Saddam, a data foi comemorada, em desafio ao invasor, em todas as cidades do país, com muito tiro e bolo. Que havia um “tiroteio de comemoração”, foi reconhecido até por oficiais ianques.

Com balas de Kala-chnikov, granadas, facas, espadas e as próprias mãos, o povo iraquiano resiste: “não haverá vitória do inimigo enquanto a resistência permanecer em seus corações”.

ANTONIO PIMENTA

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