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Resistência iraquiana abate mais Na
quinta-feira, dois chacais ianques abatidos em Bagdá, um comboio de Bush emboscado em
Bayji - três mortos e outro ianque a menos em Dailya. No dia seguinte, derrubado o
UH-60 em Samarra: cinco cães já nos quintos do inferno Atendendo a essa
convocação morte aos ianques -, um patriota iraquiano, ao
cruzar uma ponte de Bagdá na quinta-feira dia 8, deparou-se com um soldado invasor e, já
que a ocasião se lhe apresentara, caminhou até ele e, com um tiro à queima roupa,
mandou o cão para os quintos dos infernos. O patriota, em seguida, saiu andando do local
e, provavelmente, prepara-se para a próxima ação filantrópica.O serviço foi bem feito
e o indigitado ianque, que era do 2º Regimento de Cavalaria, já arde nas profundezas, à
espera de mais companhia. Que não tardou. Um
soldado da 3ª Divisão de Infantaria ianque foi morto com um tiro na cabeça na zona
leste de Bagdá na quinta-feira dia 8, informou o consternado capitão Tom Byant,
porta-voz do 5º Corpo do Exército dos EUA, estabelecido no aeroporto de Bagdá. O
Pentágono tentou atribuir o feito a um franco-atirador solitário, mas, como
acontece nos freqüentes tiroteios de caça aos ianques, ele estava em boa companhia. Como
cabe a um iraquiano honrado, o patriota a quem coube despachá-lo deve ter pensado na
mensagem de Saddam, mandando resistir: se não fizer hoje, faça amanhã, se não
fizer esta semana, faça na semana que vem. Entre deixar para amanhã ou fazer hoje,
ele se decidiu - e já era mais um cão ianque. Na mesma área,
nas proximidades do aeroporto, um veículo do invasor foi atingido por ao que parece
por uma mina disse o Pentágono-, deixando cinco soldados feridos. Em outra
parte de Bagdá, incursão ianque foi recebida com disparos. É assim que essa
guerra de todo o povo contra o invasor vai se dando. Homens e mulheres
iraquianos respondendo ao chamado à resistência, que o presidente Saddam na
clandestinidade como nos primeiros tempos de sua luta revolucionária emana. Que
cada um faça a sua parte. Atirando no invasor, pichando o muro, protegendo seus líderes,
recusando a mão ao ianque. Mas não é apenas em
Bagdá que se dá o combate ao invasor. É no Iraque inteiro, e desta vez foi em Samarra,
entre a capital e Tikrit. Cinco chacais ianques morreram e dois ficaram feridos, quando o
helicóptero que os transportava, um UH-60 Black Hawk (Falcão Negro), foi atingido pelo
fogo da resistência iraquiana na sexta-feira dia 9. O helicóptero despencou no rio
Tigre. Forçados a voar baixo nas operações contra a resistência, os Black Hawk se
tornam um alvo fácil para as balas de Kalachnikov. Não é a primeira vez nos
primeiros dias da agressão um camponês derrubou com seu fuzil um helicóptero Apache.
Agora, o Pentágono admitiu o acidente, forma como se referiu ao lamentável e
inesperado encontro entre seu helicóptero e as balas iraquianas em Samarra. Em Dailya, um soldado
ianque foi morto em emboscada da resistência; o comando ianque enviou tanques e soldados
para o local, sem conseguir nada. Também em Bayji, no norte do Iraque, o invasor sofreu
mais um revés: teve um comboio da 4ª Divisão de Infantaria atacado. A ação dos
guerrilheiros levou o pânico às hordas invasoras. Três vândalos mortos e cinco
feridos. Não há lugar seguro
para o invasor em lugar algum do Iraque, nem para os seus lacaios. Os capachos de Karbala,
que haviam elegido a si mesmos como autoridades da cidade, foram corridos por
uma manifestação; foi nessa cidade santa que dois milhões realizaram a maior
manifestação 2 milhões de pessoas contra a invasão. O lacaio dos
americanos Khoei foi justiçado em Najaf, por uma multidão furiosa com sua
traição ao Iraque; tombou, relataram várias testemunhas, tingindo de vermelho as notas
de dólares que lhe caiam das vestes. Em Mossul, não pára o fustigamento do invasor. Em
Kut, 20 chacais foram abatidos. Em Basra, o escritório da TV árabe Al Jazira foi
novamente invadido porque filmara um ataque da resistência em pleno centro da segunda
maior cidade iraquiana; a TV dias antes havia sido impedida de mostrar um tanque
queimando. Em Faluja, o povo botou para fora da cidade os assassinos dos manifestantes. No
dia 28, aniversário de Saddam, a data foi comemorada, em desafio ao invasor, em todas as
cidades do país, com muito tiro e bolo. Que havia um tiroteio de
comemoração, foi reconhecido até por oficiais ianques. Com balas de Kala-chnikov, granadas, facas, espadas e as próprias mãos, o povo iraquiano resiste: não haverá vitória do inimigo enquanto a resistência permanecer em seus corações. ANTONIO PIMENTA
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