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Em evento sobre plano
diretor de mercado de capitais realizado em Brasília, o presidente da Confederação
Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, afirmou que o financiamento às
empresas é inadequado e insuficiente e para os padrões internacionais, apresenta as
maiores taxas de juros reais nos empréstimos, defendendo a redução das taxas de
juros. O empréstimo
bancário é caro e escasso, especialmente para as empresas de menor porte e para os
financiamentos de longo prazo. A política econômica deve ser dirigida para permitir que
a redução dos juros seja feita de forma sustentável, mas de modo mais ousado, evitando
que a taxa básica de juros permaneça em patamar tão alto e por tanto tempo,
ressaltou o líder empresarial. Na última reunião do Copom a Selic foi reduzida em 2,5%,
passando de 24,5% para 22%. No acumulado do ano a Selic foi reduzida em 4,5%. Monteiro Neto defendeu
também a desoneração do setor produtivo e a redução dos spreads bancários -
diferença entre a taxa de captação e os juros cobrados nos empréstimos. Na avaliação do
vice-presidente da República, José Alencar, presente ao encontro, os espaços
estão abertos para a queda dos juros, uma vez que o país não pode continuar
arcando com o custo de capital desta natureza, porque retomar o desenvolvimento com estes
custos é impossível. Para ele, o Brasil precisa começar a se preocupar,
seriamente, com as questões ligadas aos custos do capital. José Alencar resgatou o esforço gigantesco do governo para evitar a retomada da inflação de maneira competente. E concluiu dizendo que o presidente deseja fazer tudo para que o Brasil tenha um mercado de capital forte, que possa financiar os investimentos de forma a dar ao Brasil condições de maior competitividade no mercado internacional. Redação
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