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Lula: revolução no crédito para tirar o povo das mãos da
agiotagem No
total destinamos quase R$ 4 bilhões ao crédito popular, afirmou o presidente O presidente Luiz
Inácio Lula da Silva afirmou em Brasília, durante solenidade de comemoração da
abertura da conta número 500 mil do programa de crédito popular da Caixa Econômica
Federal, que seu governo está fazendo um grande investimento ao oferecer crédito a juros
baixos para a população mais carente do país. Estamos tirando muita gente das
mãos do agiota, oferecendo crédito popular a juro baixo, lembrou o presidente.
Muitos lojistas já perceberam que vale a pena fazer isso, porque eles sabem que o
pobre paga em dia, acrescentou. AGIOTAGEM O comportamento
dos bancos a partir de agora, a Caixa Econômica, o Banco do Brasil, o próprio BNDES e
outros bancos privados que começam a entrar nesse processo, vai garantir que a sociedade
deixe de ser vítima da agiotagem estabelecida no nosso país, ressaltou o
presidente. Mudar esse quadro
é uma necessidade tão importante quanto fazer a economia crescer, quanto gerar emprego,
quanto fazer as casas que nós precisamos fazer neste país, o saneamento básico,
afirmou Lula. O país todo vai ganhar com a mudança. O crédito popular ajudará a
criar um mercado de consumo de massas no país. Contribuirá para tornar nossa indústria
mais forte, nossa agricultura mais produtiva e nosso desenvolvimento verdadeiramente
sustentável, avaliou Lula. Dirigindo-se ao
presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, Lula elogiou o seu trabalho à
frente da instituição. Eu quero começar, Jorge, dando os parabéns ao desafio que
você assumiu, e não foi apenas a Caixa Econômica, mas o Banco do Brasil, e o próprio
BNDES, de provar que o povo estava precisando apenas de uma chance. Menos de dinheiro e
mais de chance, frisou. E, na hora que se abriu a chance, o povo conseguiu
surpreender a você, acho que a todos os funcionários da Caixa e a mim, porque a gente
previa que chegaríamos a 500 mil no final do ano e, em apenas três meses, chegamos a 500
mil pessoas, comemorou Lula. Se preparem, prosseguiu o presidente,
porque nós ainda vamos ter muitas surpresas e milhões de brasileiros vão procurar
a Caixa. Um país não pode
ter cidadania só pela metade. Um povo não pode viver dividido entre os que comem e os
que passam fome. Os que moram e os que se escondem. Os que têm conta em banco, crédito,
financiamento; e os pobres, aqueles que, mesmo quando ganham algum dinheirinho, precisam
guardar debaixo do colchão porque banco nenhum se interessa por eles, lembrou Lula.
Isso criou no Brasil, principalmente no tempo da inflação alta, mas ainda hoje,
dois tipos de dinheiro. Tem o dinheiro do rico e o dinheiro do pobre. O do rico fica
protegido no banco. Dorme lá, rende juros. Serve de aval para conseguir mais recursos,
créditos, financiamentos. Coisa que os pobres não têm, frisou. Lula lembrou que
praticamente metade da população trabalhadora do país vive na informalidade e se
comprometeu a mudar radicalmente essa situação. A exclusão bancária agrava a
concentração de renda. O microcrédito é uma parte fundamental da solução e também
um requisito de cidadania, ressaltou. Foi por isso, disse, que
resolvemos fazer uma revolução no microcrédito neste país. No total
destinamos quase 4 bilhões de reais ao crédito popular, acrescentou o
presidente. Lula fez referência ao
trabalho feito pela prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, para dar um exemplo de como se
pode achar as soluções adequadas para os graves problemas vividos pela população
carente. Quero contar rapidamente, disse ele, como essas medidas tão
simples podem mudar, e muito, a vida do humildes. Na cidade de São Paulo
existem cerca de 9 mil moradores de rua, e quase 20% deles são catadores de papel, de
alumínio e plástico. São os nossos heróis da reciclagem. Essa gente pobre, embora viva
na rua, ganha o seu dinheirinho honestamente e jamais teve qualquer chance de ter acesso a
serviços bancários, denunciou. Pois bem, prosseguiu Lula, a
Prefeitura de São Paulo criou um projeto social dirigido a eles. Entre outras coisas,
inclui a abertura de uma conta bancária. Acreditem vocês: 230 contas já foram abertas
em dois meses no posto de atendimento da Caixa, lá no Projeto Boracéia. FUTURO Alguns dizem que a
vida moderna é uma mistura de sonho e crédito. Eu prefiro dizer que a vida - em todos os
tempos - sempre foi uma mistura de trabalho e esperança. O que a gente está
fazendo com o microcrédito é alimentar a chama dessa esperança, para que ela ilumine um
futuro melhor pra todos, completou o presidente. Redação
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