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Até o fim do ano, o
Paraná terá 208 novos leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) para atendimento
pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O ministro da Saúde, Humberto Costa, anunciou em
Curitiba que, em convênio com o governo estadual, o Ministério da Saúde vai instalar os
leitos de UTIs nos hospitais públicos. De acordo com o governo
do Estado, serão credenciados pelo SUS outros 127 leitos até a metade do ano que vem,
cobrindo o déficit registrado pelos hospitais paranaenses, que solicitaram 36 unidades.
Segundo o Ministério da Saúde, o número ideal de vagas em UTIs é de 4% do total de
leitos hospitalares. Com os 208 anunciados ontem, o Paraná passa a ter 1.011 vagas, ou
3,5% dos 28,5 mil leitos existentes no estado. Dezessete hospitais em
9 municípios serão beneficiados. Das 208 vagas, 74 são completamente novas, sendo que
50 serão bancadas pelo governo do estado. As outras 134 virão de um remanejamento de
leitos já existentes, que receberão mais equipamentos para funcionar como UTIs. Para Cláudio Xavier,
secretário estadual da Saúde, não haverá falta de profissionais para trabalhar no
sistema de tratamento intensivo. Nós estamos fazendo uma parceria com a Sociedade
Paranaense de Intensivistas para treinar médicos e enfermeiros, disse. O investimento em UTIs
do governo federal não atende apenas o Paraná. Até o primeiro semestre de 2004, o
Ministério deve cadastrar 2.233 vagas em todo o país. Depois disso ainda vai ficar
um déficit de 1.418 leitos, admite o ministro. Além de mais UTIs, o atendimento de
urgência no Brasil ganhará novas unidades de terapia semi-intensiva e o Serviço de
Atendimento Móvel de Urgência. Esse sistema contará com ambulâncias e UTIs móveis nas
cidades com mais de 100 mil habitantes, e centrais de regulação, que vão encaminhar
para hospitais os pacientes atendidos nas ruas. Em Curitiba, o serviço deve absorver o
Siate. Redação
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