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Lula lança Programa Brasil Alfabetizado: Com
uma campanha em massa, vamos matar o vírus do analfabetismo Ser
alfabetizado não tem que ser direito, Opresidente Luiz
Inácio Lula da Silva lançou, na última segunda-feira, o Programa Brasil Alfabetizado.
Com a meta de ensinar 20 milhões de brasileiros a ler e a escrever até 2006, o governo
federal já destinou R$ 278 milhões ao programa, e pretende alfabetizar 3 milhões de
pessoas até o fim deste ano. Nós temos que adotar essa política quase como se
fosse uma campanha de vacinação em massa, onde o vírus que nós queremos matar é o
analfabetismo, conclamou o presidente. Para Lula, a pessoa pode ter o direito
de comer e não querer, de viajar ou não, mas ser alfabetizado não tem que ser direito,
tem que ser obrigação. Temos que assumir nossa responsabilidade. No cronograma do
projeto, o governo prevê que - além da meta de 3 milhões para este ano - 6 milhões de
pessoas serão alfabetizadas em 2004, mais 6 milhões em 2005, e 5 milhões em 2006,
totalizando os 20 milhões de alfabetizados durante o mandato. De acordo com Lula, isso é
possível porque a alfabetização do Brasil é menos um problema de falta de recursos, de
estrutura ou de profissionais e mais uma questão de decisão política. Temos uma
lei, uma rede pública muitas vezes subutilizada e precisávamos tomar esta disposição
política que tomamos, disse o presidente. É como o
presidente falou: não é possível uma pessoa ter curso superior e em casa ter uma
empregada doméstica analfabeta. Como é possível que isso aconteça com
naturalidade? Se fosse uma doença contagiosa, não tinha. Vamos fazer o que foi feito com
as gotinhas, agora vamos dar as letrinhas, afirmou o ministro da Educação,
Cristovam Buarque, durante a solenidade. O programa, que define
a parceria entre governo federal, governos estaduais e municipais, organizações
não-governamentais, empresas e entidades civis em todo o país, começou, na prática,
há nove meses. Já foram firmados 39 convênios este ano, tendo alfabetizado 1 milhão de
pessoas em 1.768 municípios. Para isso, o Ministério da Educação liberou R$ 94
milhões: R$ 80,00 por alfabetizador capacitado e R$ 15,00 por aluno a cada mês, para
remuneração dos alfabetizadores, que somam 56 mil até agora. Acreditamos que
pouco a pouco, o programa vai sensibilizar a opinião pública sobre a forma voluntária.
Com a entrada do presidente Lula, agora é uma campanha social, nacional, de todos, não
mais do governo. Em quatro anos, o Brasil sai da lista dos países com analfabetos e entra
na lista de países alfabetizados, disse Cristovam Buarque. Para isso, durante a
solenidade, o ministro da Educação, Cristovam Buarque, assinou protocolos de intenção
com instituições como entidades de docentes, estudantis, sindicais, femininas e
empresariais. A meta é ambiciosa, mas faz parte do desafio que abraçamos: o de
refundar a República e realizar a segunda abolição no país, conclamou o ministro
Cristovam Buarque. MARIANA MOURA
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