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 Venezuela: Hugo Chávez condena ingerência ianque

“Senhores do governo dos Estados Unidos, eu lhes recomendo que esqueçam que aqui vão poder estar metendo as mãos por que este povo não o vai aceitar, e este governo não o vai aceitar”, afirmou Hugo Chávez, durante seu último programa semanal de rádio e televisão, Alô Presidente.

A advertência do presidente da Venezuela foi dirigida ao embaixador dos EUA, Charles Sha-piro, que na sexta-feira, dia 5 de setembro, procurou as novas autoridades do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), para oferecer a “assistência técnica” da Fundação Internacional para Sistemas Eleitorais (IFES), entidade ianque que vem acompanhada do financiamento e do apoio técnico da conhecida Usaid.

“Como todos vocês sabem, a democracia norte-americana sofre de sérias falhas. A nossa tem uma metodologia eleitoral mais moderna e mais confiável que a desse país. Por isso, se a democracia venezuelana precisasse de assessoria externa, seguramente procuraríamos outros países onde o sistema eleitoral funciona de maneira transparente”, declarou o ministro de Relações Exteriores, Roy Chardenton Matos, lembrando da fraude eleitoral perpetrada nas últimas eleições nos EUA.

O atropelo à soberania do país e às mais elementares regras diplomáticas tem sido a praxe do representante americano em Caracas. Shapiro conseguiu a proeza de cumprimentar em nome de Bush o efêmero Carmona,  que ficou umas poucas horas no Palácio de Miraflores durante o golpe fracassado de 13 de abril de 2002.

O CNE tem a responsabilidade de decidir sobre a convocação de um referendo revocatório que os golpistas tentam forçar, passando por cima das exigências constitucionais, para encurtar o mandato de Hugo.

“Se o embaixador quer fazer uma coletiva de imprensa que o faça em sua Embaixada”, frisou Chávez, apontando que “este é um país soberano, Sr. Embaixador. Você está obrigado a respeitar a este país e seu governo está obrigado a respeitar a este país”.

O novo presidente do CNE, Francisco Car-rasquero, também alertou publicamente no sábado, dia 6 último, que “não aceitamos intromissões nos assuntos internos do organismo e só se o diretório considera que precisa de ajuda, a pedirá”.

Redação

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