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A resistência é
o único caminho para forçar Israel a se retirar dos territórios palestinos
ocupados, declarou Faruk Kadumi, presidente do Departamento Político da
Organização de Libertação da Palestina (OLP). O dirigente palestino
acrescentou que a Intifada (levante palestino) deve continuar enquanto a agressão
israelense prosseguir e houver a ausência de negociações sérias. A resistência é
a única arma para libertar as terras ocupadas e para que os direitos legítimos do povo
palestino sejam restaurados. Conclamamos todos
os árabes a unirem-se em todas as instâncias para apoiar o povo palestino que enfrenta
desafios históricos; quero afirmar que temos um apreço especial pelo apoio do governo e
do povo sírio ao povo palestino, destacou Kadumi. O repúdio à
ocupação e ao cerco a Arafat centralizaram as manifestações dos palestinos nos
últimos dias. Em Beirute, dezenas de
milhares atravessaram a cidade com faixas de apoio a Arafat e cartazes com fotos do
presidente da Autoridade Nacional da Palestina (ANP). Em Gaza centenas de milhares
ocuparam o centro da cidade para repudiar a ocupação e em revolta contra o assassinato
de líderes da resistência e civis por parte dos esbirros de Sharon. Desde o dia 21 de
agosto a agressão, que nunca cessou desde o primeiro dia do governo nazista de Sharon,
recrudesceu, o número de palestinos assassinados chegou a 20 e a destruição de casas e
edifícios aumentou. No dia 10 a tentativa
de assassinar um dos principais líderes do Hamas, Mahmud Al Zahar, deixou o líder do
grupo levemente ferido, feriu sua esposa e tirou a vida de seu filho e de mais dois
palestinos, 20 outros ficaram feridos quando caças israelenses F-16 atacaram com mísseis
em uma área densamente povoada, destruindo um prédio de 7 andares ao lado da residência
de Al Zahar. No sábado, o principal líder do Hamas, cheique Ahmed Yassin, foi alvo de um ato terrorista dos vândalos comandados por Sharon e sobreviveu com alguns ferimentos. Redação
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