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Terrorista Bush diz que invadiu, A cínica e idiota defesa da civilização feita por Bush é apologia da pilhagem, da pirataria, do assassinato, do terrorismo, da barbárie e do crime AHistória do mundo
teve alguns vândalos, alguns assassinos, alguns saqueadores e alguns ladrões. Mas nenhum
desses próceres passados do banditismo, que se saiba, andou defendendo que seus crimes
eram em defesa da civilização. Ou porque não fossem tão cínicos ou
porque não fossem tão idiotas. O fato é que nem Hitler fez isso. Bush é o primeiro.
Matou inocentes no Afeganistão e no Iraque, destruiu, invadiu e somente para
roubar, em ambos os casos, o petróleo. O do Mar Cáspio, no primeiro caso, o do próprio
Iraque, maior reserva do mundo, no segundo. Houve também alguns antecessores seus,
especialmente Nixon e Eisenhower o primeiro, por falar nisso, foi vice-presidente
do outro não por acaso que mandaram matar, que aprovaram a rodo as
operações encobertas, isto é, criminosas da CIA e quejandos, que aboletaram
ditadores sanguinários como seus fantoches no país dos outros, e diziam estar defendendo
o mundo livre, a democracia, e até a civilização
ocidental e cristã. Mas até esses nunca apresentaram os seus assassinatos, saques
e vandalismo como obra e defesa da civilização. Ao contrário, os crimes eles preferiam
esconder e atribuir os que não podiam ser escondidos aos fantoches. Mesmo na
Coréia e no Vietnã, estavam, diziam, apenas ajudando os coreanos e vietnamitas do sul,
isto é, àquelas ditaduras fascistas que sustentavam no sul desses países. Nisso, Bush é o
primeiro, talvez porque seja o primeiro idiota total a se aboletar na Casa Branca, depois
de uma série de idiotas parciais. Segundo, porque faz parte de uma quadrilha de cínicos. Por essa razão, é no
momento em que toda a civilização o repudia, que tudo o que é decente no mundo o
escorraça, no qual em todos os países os crimes de seu bando causam o mais profundo
asco, que ele fala que matar crianças, mulheres e idosos; bombardear civis; explodir
embaixadas, missões da ONU e mesquitas milenares; pilhar as riquezas dos povos; torturar
em Guantánamo, no Iraque e dentro dos próprios EUA; estabelecer por decreto
tribunais secretos e penas de morte secretas; espionar até o que os americanos lêem;
seqüestrar filhos de líderes que querem submeter e destruir; que isso, e outras
vomitivas nojeiras, é defesa da civilização. Tudo o que é
civilizado clama contra o crime. A civilização é exatamente a superação da barbárie.
Parece óbvio, e é. Até hoje, com um ou outro ocasional e provisório retrocesso, este
tem sido o caminho da Humanidade. E vai continuar sendo. Tanto é verdade, que
depois de milhões de pessoas terem, pela primeira vez na História, saído às ruas, em
todos os lugares, para manifestar sua repulsa pelos crimes contra o Iraque e seu bravo
povo, a civilização, se impõe no Iraque contra a barbárie. Pois a civilização é, em
uma de suas mais candentes manifestações, a luta contra o invasor, a luta contra o
agressor isto é, o amor ao seu país, o compromisso com o povo de que fazemos
parte, a disposição de arriscar a existência individual pela existência coletiva. Bush nenhum compromisso
tem nem mesmo com seu próprio país. Para ser exato, não tem compromisso nem mesmo com o
conjunto da burguesia imperialista dos EUA. De bem longe, escondido em algum covil
qualquer nos EUA, coloca vidas de americanos em risco, expõe como alvo pessoas do povo e
leva o próprio imperialismo americano ao isolamento e antagonismo mais agudo com todo o
mundo e, especialmente, com o povo americano. E leva-o ao abismo apenas em prol dos
interesses profundamente anti-americanos de seu grupo de magnatas ladrões (nem de todos
os magnatas ladrões, pois existem os que não são bestas). Ou seja, do interesse dessa
minúscula máfia de escalpelar os povos, inclusive o povo norte-americano. Um reacionário
convicto, mas que não era burro, Churchil, falou, num conhecido livro, em como certos
monstros no caso de que estava tratando, Hitler plantam a tempestade que,
quando colhida, os irá varrê-los de vez da face da Terra. A tentativa da quadrilha usurpadora que começou invadindo a Casa Branca, assim como depois invadiu o Iraque, de fazer a Humanidade retroceder à barbárie, é apenas a reunião da tempestade - do título do livro de Churchill - que desabará, inevitavelmente, sobre suas cabeças. E o povo americano será o primeiro, quando isso acontecer e já começou a acontecer, e a cada dia a tormenta se torna mais pesada - a reivindicá-las. Mas não será, certamente, o único. CARLOS LOPES
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