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Envie sua carta: horadopovo@horadopovo.com.br hp@webcable.com.br Petróleo por alimento Não tem nada de errado em vender petróleo para o Iraque, pois é uma forma de ajudar aquele povo querido e lutador que tanto sofreu e sofre com duas guerras forjadas pelos EUA. Esses safados e bandidos da imprensa não têm mesmo óleo de peróba para passar nas suas caras-de-pau! A troca do petróleo por comida, em comum acordo com o que a ONU fez, é uma forma de solidariedade ao povo iraquiano! Então, esses jornaizinhos que sentam no colo dos EUA que vão para o inferno! Viva o povo iraquiano! Viva a resistência! Viva Sadam Hussein! Viva o MR8! Júlio Oliveira – Curitiba (PR) Nota da Redação: É isso aí, camarada. Chumbo nessa canalha que isso não vale nada. Sou leitora desse jornal e quero protestar contra alguns judeus que já deixaram clara sua opinião sobre o conflito no HP, protestando contra aquilo que eles acham ser “anti-semitismo”. Primeiro, quero expor algumas coisas aqui: os judeus foram vítimas do holocausto e do anti-semitismo na Segunda Guerra Mundial, quando seis milhões morreram. Mas os judeus se esquecem que haviam soldados das tropas aliadas e até civis que morreram combatendo os alemães e também que os soviéticos, e seu corajoso povo, resistiram às crueldades do exército nazista. Stalingrado se manteve em pé com o sangue inocente do seu povo que resultou na morte de nada menos que 20 milhões de soviéticos. Bem mais que judeus! Portanto, por que não se lembrar de Stalingrado e do povo da Rússia como os judeus lembram seus mortos no holocausto? Os judeus não foram as únicas vítimas de Hitler, todos os opositores do nazismo sofreram e morreram pela mão inimiga. Com o holocausto, a ONU cria o Estado Judeu em 9 de maio de 1948, mas se esqueceu do Estado Palestino, que até hoje continua sob ocupação israelense. É natural que surgisse a resistência palestina contra a ocupação daquilo que já foi seu território. Como a Palestina não possui Forças Armadas, a resistência ataca com atentados à bomba. Quero saber por que a resistência Palestina é criminosa quando está lutando pelo seu direito legítimo por um Estado independente e soberano? E por que a resistência judia dos guetos de Varsóvia é heróica e seus mortos são lembrados até hoje? Não estão na mesma condição? Por que se lembrar do holocausto e esquecer do massacre de Sabra e Chatila que foi há 21 anos? Se os judeus protestam contra o Hamas, Jihad Islâmica e as Brigadas de Mártires da Al-Alqsa contra o terrorismo e as mortes de civis inocentes, por que os soldados israelenses que humilham, ferem, matam crianças, mulheres e jovens são heróis enquanto os mártires palestinos são bandidos? Os soldados israelenses não deixam nada a desejar aos carrascos da Gestapo. O mais impressionante é que de vítimas do nazismo, os judeus passaram a vitimar os palestinos pelo sionismo. Está na hora dos judeus pararem de justificar os atos criminosos da política desumana de Ariel Sharon com a lenga-lenga do holocausto e do anti-semitismo. Anti-semita foram os nazistas, e não as pessoas que são contra a Likud ultra-radical de Sharon e Olmert! Imagine se ao invés de Sharon, fosse Hitler, e no lugar dos palestinos fossem os judeus, não estaria o mundo contra as atrocidades de uma política nazista? Pois é, por que os palestinos, de vítimas, passaram a ser bandidos? E por que os judeus que vitimam são sempre as vítimas? “Se o pior dos seres me esbofetasse, eu não lhe pagaria na mesma moeda; Só pediria perdão por havê-lo provocado”. Kras Naia – por correio eletrônico Nota da Redação: De fato, Kras, a política de Sharon é covarde, terrorista e criminosa - e se trata de um terrorismo posto em prática por um Estado e suas Forças Armadas. O judeu que não reconhecer e combater isso não tem direito de reclamar das ações terroristas de grupos palatinos. De nossa parte, acreditamos que embora estas ações sejam consequência da forma terrorista como foi e continua sendo assaltado o território dos palestinos, e, além disso, apenas uma parte muito minoritária da resistência palestina aprove essas ações, nada justifica a violência contra crianças e outras pessoas inocentes e indefesas. Tais ações são inclusive contraproducentes do ponto de vista do interesse da resistência, e, por isso mesmo têm sido, conforme já denunciado aqui, na imprensa árabe e também na imprensa “ocidental”, inequivocamente apoiadas e estimuladas por Sharon. |