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Reaparelhamento da Marinha impulsionará indústria naval

Com o Programa de Reaparelhamento da Marinha, navios e submarinos deverão ser construídos no país, gerando empregos e desenvolvimento econômico

Os investimentos públicos na indústria de defesa transcendem a vertente puramente militar e resultam em retornos vantajosos à economia como um todo. Destacam-se a possibilidade do reaquecimento da indústria naval e de um sem número de setores que para ela geram insumos, sob a forma de materiais, equipamentos, impostos e serviços. Ainda, estima-se a geração de milhares de empregos de mão-de-obra direta, além daqueles indiretos, correspondendo à distribuição de salários de quase meio bilhão de dólares ao longo do período de execução do Programa”, afirma o diretor de Relações Públicas da Marinha, capitão-de-fragata Paulo Ricardo Médici, avaliando a implantação do Programa de Reaparelhamento da Marinha (RPM).

O RPM já foi encaminhado ao Ministério da Defesa, para posterior apreciação do presidente Lula, o qual, segundo o capitão-de-fragata Nilo Moacyr Penha Ribeiro, “se coaduna com a Política de Defesa Nacional e com outras orientações de nível político-estratégico”, uma vez que o novo programa tem como meta prioritária “repor diversos navios que foram recentemente desincorporados devido ao elevado grau de obsolescência”.

Para o capitão Médici, o RPM “contribuirá para a consolidação das condições necessárias ao crescimento sustentado da economia brasileira”. Médici destacou que nas três últimas décadas do Século XX, as construções de fragatas, corvetas e submarinos, “possibilitaram a absorção e o desenvolvimento de tecnologia, quer seja no projeto, na construção ou na gestão, como no aproveitamento da capacidade instalada da indústria naval”.

A partir de 1999 foram desativados 21 navios, com a previsão de retirada de cerca de 75% até 2019. Por isso, esclarece o capitão  Médici, o “Programa de Reaparelhamento da Marinha (PRM) visa tanto à obtenção gradativa de meios que substituam não só aqueles que já deram baixa do serviço ativo, como também os que irão, ao longo do período considerado, ter a sua vida útil encerrada. Enfim, o PRM prevê a correção das deficiências e a reposição gradual das perdas quantitativas e qualitativas, que implicam a degradação da capacidade militar-naval considerada essencial”, acrescentando ainda que “o PRM foi concebido de modo a se evitar uma situação de degradação operativa de tal forma que poderia resultar em um grave comprometimento da defesa dos interesses do nosso país no mar”.

A indústria naval nacional será impulsionada com a implantação do PRM - o que implica construção, aquisição, recompletamento e atualização de navios, submarinos e aeronaves -, principalmente na construção de navios e submarinos. De acordo com o capitão, no caso de equipamentos não construídos no Brasil, como helicópteros de emprego naval, deverão ser adquiridos no exterior.

A Marinha esclarece que o RPM, além de “corrigir vulnerabilidades existentes” - para cumprir o dever constitucional de defesa da soberania nacional -, visa também atender serviços como “hidrografia, oceanografia, sinalização, náutica, assistência às populações ribeirinhas e operações Antártica”.

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