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Moacyr: “Mobilização nacional por emprego, salário e direitos” “Em 25 de março estaremos em Brasília somando pelo crescimento, para reduzir os juros e a jornada, e combater a especulação”, afirmou Moacyr Tesh Auersvald, presidente da Contratuh e coordenador do FST “No dia 25 de março realizaremos em Brasília uma grande concentração nacional por emprego, salário e direitos. Estaremos somando a nossa força pelo crescimento econômico, pela redução dos juros e da jornada, combatendo a especulação financeira e a sangria de recursos ao estrangeiro”, afirmou Moacyr Tesh Auersvald, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade (Contratuh) e coordenador nacional do Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST), em entrevista ao HP. “Nós precisamos gerar emprego e renda. Portanto, necessitamos de uma política desenvolvimentista, de investimentos públicos na área de infra-estrutura, e juros baixos, que estimulem a produção. Como sempre afirmamos, os pagamentos a governos estrangeiros devem ser subordinados aos interesses maiores do país, da nacionalidade. Com pouco dinheiro, todo mundo prioriza o supermercado, não o carnê da loja. Até porque se não comer, não vai sobreviver para pagar a dívida”, sublinhou. De acordo com Moacyr, a duplicação de investimentos em saneamento básico e educação, recentemente anunciada pelo governo federal, “uma vez efetivada servirá como importante fator de fomento, repercutindo favoravelmente sobre o conjunto da cadeia produtiva”. Além disso, frisou, “é fundamental termos uma política de recuperação gradual do salário mínimo. Recentemente as categorias foram à luta, mas a maioria das entidades não conseguiu repor as perdas, não podemos deixar que isso ocorra. Com mais renda, automaticamente todo mundo começa a comprar mais, a produção começa a crescer, é uma esteira, pra frente. Por isso temos que fazer os planos saírem do papel”. “O Calixto tem feito uma colocação muito interessante. Onde é que o movimento sindical tem atrapalhado o desenvolvimento nacional? Nossos avós foram cassados, exilados, perderam a vida, mas garantiram a CLT, férias, 13º salário, adicional noturno, estabilidade, respeito à aposentadoria decente e, lamentavelmente, os governos foram retroagindo nossos direitos. É preciso ter respeito por esta rica história, pela Constituição de 1988”, ressaltou Moacyr. Como recordou o presidente da Contratuh, a unicidade cumpre um papel determinante na manutenção de direitos, que virariam letra morta sem a força e a mobilização de entidades unitárias, vinculadas ao dia-a-dia dos seus representados. “O FST defende mudanças na legislação sindical, mas para ampliar a democracia nas entidades e aproximá-las cada vez mais dos trabalhadores, não para minar o poder de organização através de um pluralismo desagregador”, concluiu. LEONARDO SEVERO
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