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  Jeferson: “Dar sustentação às medidas que enfrentem os especuladores e garantam a volta do crescimento”

“O Fórum Sindical dos Trabalhadores coloca a manifestação de Brasília no centro de um conjunto de medidas que visam fortalecer o sindicalismo, assegurar a governabilidade, e garantir sustentação às medidas que enfrentem os especuladores e a volta de um crescimento econômico sustentado, com geração de emprego e renda, e defesa da soberania nacional”, afirmou Jeferson Barbosa da Silva, secretário-geral do FST e diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores nos Estabelecimentos de Educação e Cultura (CNTEEC), em entrevista ao HP.

De acordo com Jeferson, “são propostas estimuladas pela força do governo Lula, no sentido de resolver prontamente as dificuldades e fazer a economia voltar a crescer”. “Todos os dirigentes das 22 entidades do FST (dezessete confederações e cinco centrais) têm claro o papel estratégico nacional e internacional que o governo que nós ajudamos a eleger representa hoje numa conjuntura de novas ameaças imperialistas”, acrescentou Jeferson, frisando que mais do que nunca, “é hora de assegurar direitos e conquistas dos trabalhadores e a base de organização sindical que foi edificada com sangue, suor e lágrimas nos últimos 70 anos”.

  RICA TRAJETÓRIA 

“Mesmo concordando em parte com as críticas ao nosso jeito brasileiro de fazer sindicalismo e estando alinhados com todas as forças que reivindicam mudanças, os dirigentes do FST jamais cairiam no canto de sereia dos oráculos do imperialismo, remunerados em dólar, que pregam o desmonte da nossa estrutura e a implantação do modelo norte-americano de sindicato. A concentração do dia 25 de março será a demonstração definitiva do repúdio do movimento sindical às ameaças, aos seus autores e patrocinadores”.

“A pedra de toque da avaliação da conjuntura econômico-financeira feita no FST defende a imediata redução da taxa de juros. Por que? Não só porque o Copom (Conselho de Política Monetária), que eu diria sadicamente, manteve o índice da taxa de juros em 16,5%, mas principalmente porque é esse o primeiro requisito para uma política de emprego. Muitos ignoram o que significa Selic, Sistema Especial de Liquidação e Custódia. Quer dizer: é com esse juro que há a custódia de todos os usurários que mandam dólares para cá. Isso além de ter a liquidez do superávit primário – ou seja, a perpectiva do pagamento pelo contingenciamento de todas as verbas orçamentárias destinadas ao social”, destacou o dirigente do FST.

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