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A Bechtel, que domina junto com a Halliburton as melhores fatias dos contratos para o assalto no Iraque, é a maior fachada para as ações criminosas da CIA ao longo de sua famigerada história e a que mais se nutriu do botim das invasões e golpes que promoveu. A máfia que encabeça a Bechtel teve como “diretores” alguns dos chefes da CIA: John Mac-Cone, Richard Helms e William Casey. Além destes, outros interligados aos estripa-dores como os secretários de Estado e “defesa” de Ronald Reagan: George Schultz e Caspar Weinberger. Stephen Bechtel, o presidente que iniciou o caminho para tornar a empresa na maior e mais porca fachada da CIA, tinha como um dos seus “amigos” o primeiro diretor e fundador da CIA, Allan Dulles. O facínora foi responsável por suas primeiras intervenções criminosas principalmente em países com governos que buscavam independência política e a retomada dos recursos nacionais. Ao falar sobre as conexões da Bechtel com os golpes contra Mossadegh, no Irã e Sukarno na Indonésia – líderes depostos de regimes populares que defendiam as riquezas nacionais, principalmente seu petróleo, da rapina permita por governos anteriores – Jim Riccio, especialista em assuntos nucleares trabalha para uma organização denominada Serviço de Informações e Fontes sobre Questões Nucleares (Nuclear Information and Resour-ces Service) denunciou: “a Bechtel estava lotada com pessoas da CIA. A Agência não precisava pedir para colocar ali seus agentes. A Bechtel se comprasia de recebê-los em seus quadros e dar-lhes toda a assistência que precisassem”. Quando, durante a agressão ao Vietnã, os EUA resolveram pulverizar as florestas do país com o “desfolhante” denominado “agente laranja” com o intuito de combater a guerrilha que se refugiava nas densas florestas do país para expulsar os invasores, a Dow Chemical foi contratada para produzi-lo e a Bechtel para construir o prédio onde ficaria a fábrica. O agente laranja acabou provocando alguns dos mais graves desastres ecológicos e atingiu duramente a saúde de milhares de vietnamitas e mesmo dos soldados norte-americanos que tentam processar os responsáveis pelos danos causados sem sucesso até hoje. Uma corporação estranha que não disponibiliza ações na bolsa e tem como acionistas apenas seus executivos, como aponta Jim Ricio. A febre que levaria ao dinheiroduto montado pelos ladrões no Iraque já havia contaminado alguns dos políticos ligados a Bush no Congresso. O senador Richard Lugar “previu”: “parte do nosso plano para o Iraque é que nós vamos dirigir os negócios de petróleo, vamos dirigi-los bem, vamos fazer dinheiro e isso vai nos ajudar a pagar a reconstrução do Iraque”. “Não há razão para o público saber ou conhecer sobre nós, não somos uma empresa pública”, afirmou Stephen Bechtel. Sobre o intuito principal de sua ação e relacionamentos criminosos ele foi muito claro: “o negócio da nossa empresa não é construção civil, nosso negócio é ganhar dinheiro”.
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