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Bush prende crianças de 12 anos durante um ano em Guantánamo O governo Bush confessou que a CIA “interrogou”, ou seja, torturou crianças em Guantánamo, que tinham entre 12 e 14 anos e que foram seqüestradas há um ano no Afeganistão e levadas para aquele campo de concentração ianque O governo Bush mantém em cativeiro no campo de concentração da base de Guantánamo crianças de 12 anos. Algumas dessas crianças têm, agora, entre 13 e 15 anos. Ou seja, foram seqüestradas com 12 a 14 anos e mantidas aprisionadas durante um ano. Permanecem no campo nazista muitas outras crianças, segundo se sabe por meio da Cruz Vermelha Internacional, estas, há mais tempo, desde 2001. Das crianças agora libertadas - sob forte pelo repúdio mundial Bush foi obrigado a pôr fim ao cativeiro de três das seqüestradas pela CIA no Afeganistão - não se tem notícias sobre seus familiares, apenas a sinistra observação ianque de que teriam sido capturados em um “campo do Taleban”. O governo Bush confessa que submeteu as três a interrogatórios da CIA. Em suma, tortura. Agora, cinicamente o governo do usurpador admite, ao devolvê-las à Unicef em Cabul, que as crianças não representavam qualquer ameaça à segurança nacional dos EUA. Os menores que permanecem em Guantánamo seguem vivendo um pesadelo, junto com todos os demais presos. Os relatos que vieram a público, apesar de toda censura, incluem disparo de balas de borracha contra os presos, espancamentos a quem pede para rezar, privação do sono e confissões forçadas. Presos são submetidos a repetidos “interrogatórios” por agentes da CIA que duram horas. Como ficou registrado: o preso, algemado e com os pés em ferros, em uma pequena jaula arrastada por um veículo, sendo levado para a tortura. Um quadro tal que a Cruz Vermelha Internacional, que tem por norma nada dizer do que inspeciona, quebrou essa regra para denunciar que a “situação era intolerável”. Já ficaram marcadas as imagens do seu transporte do Afeganistão até o campo de concentração, amarrados, com máscaras tampando o rosto e drogados. Bem como a dos presos em uniformes laranja, ajoelhados em meio a cercas e arame farpado. Os presos são mantidos a maior parte do tempo em minúsculas jaulas; são forçados a ficarem em posições incômodas por horas a fio. Um sistema que um antigo oficial da inteligência classificou de “torturalite”. Expressão disso, 35 presos tentaram suicídio e 110 foram colocados em uma lista de observação de risco de suicídio. Um em cada cinco são considerados pelo pessoal médico como em estado de “depressão clínica”. Se este é o quadro dos adultos, cuja formação já se deu, imagine-se o impacto em crianças. Há internacionalmente normas de proteção aos menores, inclusive quando se trata de julgá-los, mas o governo dos EUA viola todas as convenções internacionais a respeito. Eles têm, em qualquer hipótese, o direito à visita de pais e parentes, e de advogados, e sua condição de menor, de ainda em formação tem de ser levada em conta. Mas nada disso é respeitado no campo de concentração de Bush. Aliás, nem as Convenções de Guerra de Genebra são respeitadas; apesar de ter declarado guerra e invadido o Afeganistão, o governo Bush nega aos cerca de 660 presos de guerra de Guantánamo essa condição. Estão há mais de dois anos sem qualquer acusação, processo ou possibilidade de defesa e sem contato com a família. Não podem sequer recorrer à Justiça dos EUA. Para “julgá-los”, Bush criou a aberração das “comissões militares” – não se trata sequer dos tribunais militares normais - onde nem é preciso ter provas para condenar; basta que o “juiz” veja “indícios”. Não têm direito à apelação e a câmara de execução já está sendo preparada. Depois do campo de concentração de Guantánamo, Bush já montou outros dois, um no Aeroporto de Bagdá, Iraque, e outro na base de Bagram, no Afeganistão. Tamanha é sua fragilidade, que precisa por a nu a excelência da sua “democracia”. Antigamente, os chefes do Império logravam posar de paladinos da “democracia”. Agora, a “democracia” que não podem mais ocultar é assim: fraudando eleições nos EUA e erguendo campos de concentração. ANTONIO PIMENTA
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