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Festival Internacional de Cinema do IV Centenário marcou a história do hotel Nada como o I Festival de Cinema de São Paulo para sintetizar a contribuição do Hotel Jaraguá para a capital paulista e demonstrar o papel de destaque do hotel na vida social e cultural da cidade no período em que foi festejado o seu IV Centenário, no ano de 1954. O crescimento do país se expressou também nos êxitos da histórica companhia cinematográfica Vera Cruz que, com apoio da filmoteca do MAM e de empresários como Ciccilo Matarazzo, promoveu o evento. As presenças de diretores de destaque como Felini, Abel Gance (o diretor que retratou a saga napoleônica) e Eric von Strohein (alemão naturalizado americano, notabilizado por filmes como “Greed - O ouro e a ambição”), junto com artistas do cinema nacional, os “ídolos da tela” daquele início dos anos 50, atraia enorme público para os salões e corredores do hotel. O Festival foi o evento que mais se destacou nos festejos do IV Centenário, com público maior que o dos espetáculos do Ballet do IV Centenário ou da própria Bienal (que trazia obras de Picasso, Magritte, Miró, Ernst, etc.). Paulo Emílio Salles Gomes dirigia a filmoteca do MAM, e realizou, como parte do I Festival de Cinema de São Paulo, um ciclo de debates e apresentações denominado “História do Cinema”, com apresentação de filmes que ficariam famosos como alguns dos primeiros experimentos cinematográficos: “Un chien andalu” e “L’Âge d’Or”, de Buñuel e Dali, e dois curtas, “Emak Bakia” e “L’Étoile de La Mer”, de um fotografo que depois seria reconhecido como um dos grandes artistas desta arte: Man Ray, além da primeira adaptação de Antonin Artaud: “La Coquille et le Clergyman”, dirigido por Madame Dulac. Do lado brasileiro destacaram-se de forma especial os filmes históricos “Limite”, de Mário Peixoto, e “Ganga Bruta” de Humberto Mauro.
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