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As tenebrosas transações de Élio Gaspari

Serviçal empedernido de todas as ditaduras (que fica muito radical contra elas depois que nós as derrubamos) e cúmplice contumaz de todas as suas tenebrosas transações, o sr. Élio Gaspari resolveu invectivar fantasiosas “vendas” de petróleo do MR8 para a “tirania de Sadam Hussein”.

Por mais que se esforce, o velhaco não consegue dissimular sua subserviência a toda e qualquer tirania. Como tal, ele pretende não a sanguinária ditadura militar estrangeira imposta ao Iraque pelos assaltantes ianques e repudiada pelos iraquianos, mas o legítimo governo do país, criminosamente caluniado e agredido pelos chacais de Bush. O pequeno verme declara-se muito “feliz” que os assaltantes ianques imiscuam-se nos assuntos de Estado do Iraque, e considera que eles e seus asseclas são as pessoas certas e credenciadas para falar sobre as legítimas relações de “políticos, empresários e governantes de Brasília com Sadam Hussein”.

Não é à toa que o escroque tenta empurrar pra cima de nós as “tenebrosas transações” denunciadas pelo poeta. É porque ele sabe que foi sórdido cúmplice delas por décadas, e pensa que pode se livrar desse horrendo estigma com tão tolo expediente.

Com a incompatibilidade pela verdade própria de todos os bandidos, Gaspari simplesmente apresenta como fato o que outros órgãos especularam - e apresentaram como tal - a propósito de declarações dadas pelo próprio MR8. As afirmações dos asseclas iraquianos de Bush foram muito diferentes, e Gaspari, fiel à sua natureza, colaborou com o invasor remendando-as, porque elas eram claramente inverossímeis.

No entanto, o MR8 também não “vendeu”, não “negociou” e não “intermediou” petróleo para os iraquianos. Se o tivesse feito, teria procedido a uma excelente e legítima transação. Mas não o fizemos, simplesmente porque esse não é o nosso ramo, há quem possa se desincumbir melhor dele, e nós temos mais o que fazer. O que de fato fizemos para ajudar os iraquianos nesse campo já dissemos aqui. E, apesar de termos relações e apoiarmos com determinação a revolução iraquiana desde 1986, só o fizemos a partir de 2001, quando esse apoio nos foi pedido, e não “durante alguns anos até 2001”, como o sr. Gaspari manipulou com propósitos difamatórios.

 
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